O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, informou que a arrecadação com dividendos, tanto de residentes quanto estrangeiros, somou R$ 885 milhões de janeiro a abril deste ano. Para 2026, o governo projeta arrecadar cerca de R$ 30 bilhões com base na nova regra de taxação de lucros e dividendos, que tinha a intenção de compensar a isenção de recolhimento de Imposto de Renda de quem tem rendimentos de até R$ 5 mil ao mês. Em abril, a arrecadação com os dividendos dos residentes no Brasil foi de R$ 292,7 milhões. Já a arrecadação com os dividendos dos residentes no exterior foi de R$ 128,7 milhões. Leia mais: De acordo com Malaquias, o Fisco não tem, ainda, um diagnóstico concreto a respeito do desempenho dessa arrecadação. Segundo ele, é preciso ter mais tempo para analisar se as empresas farão mais distribuições de lucros e dividendos nos próximos meses e quanto consequentemente ingressará nos cofres da União. "O cronograma de distribuição de dividendos é discricionariedade de cada empresa", explicou Malaquias aos jornalistas na entrevista coletiva. A projeção da arrecadação dos R$ 30 bilhões, disse ele, já contava com fatores que poderiam reduzi-la, como a isenção dos dividendos até o fim de 2025. Ele ainda informou que não há, em relação a essa arrecadação, projeções mensais, somente a anual de quase R$ 30 bilhões. Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, auditor fiscal Claudemir Malaquias — Foto: Washington Costa/MF