O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, disse nesta quinta-feira (21) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está provocando uma agressão militar e rotulando falsamente Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo. "O secretário de Estado dos EUA mente mais uma vez para instigar uma agressão militar que provocaria o derramamento de sangue cubano e americano", disse Rodríguez. Rodríguez disse que Cuba não representa uma ameaça à segurança dos EUA e acusou Washington de provocar intencionalmente o colapso econômico e o desespero social na ilha. Mais cedo, Rubio disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, prefere um acordo negociado e pacífico com Cuba, mas ponderou que a probabilidade de isso acontecer agora, com quem está no comando atualmente, não é alta. “A preferência do presidente [Donald Trump] é sempre por um acordo negociado e pacífico. No caso de Cuba, a probabilidade de isso acontecer não é alta [por conta do governo atual da ilha caribenha]”, disse antes de embarcar em uma viagem à Suécia e à índia. “O presidente sempre tem a opção de fazer o que for necessário para apoiar e proteger a segurança nacional dos Estados Unidos”, acrescentou. O secretário de Estado também declarou que a ilha caribenha aceitou uma oferta dos EUA de US$100 milhões em ajuda humanitária, que ele mesmo havia feito em um vídeo publicado na quarta-feira. Na gravação em questão, Rubio chegou a oferecer uma nova relação entre Washington e Havana, propondo US$ 100 milhões em ajuda e responsabilizando os líderes cubanos pela escassez de eletricidade, alimentos e combustível no país sul-americano. A tensão entre EUA e Cuba, que são inimigos declarados desde a Guerra Fria, tem escalado nos últimos dias. Também na quarta-feira, o ex-presidente cubano, Raúl Castro, foi indiciado após um tribunal federal em Miami acusá-lo de conspiração para matar cidadãos dos EUA. Foram apresentadas quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronaves, mostram registros judiciais. Outras cinco pessoas também são citadas como réus no caso. De acordo com pessoas familiarizadas com a investigação, as acusações têm vínculo com a suposta participação de Castro no abate, em 1996, de duas aeronaves operadas por um grupo de exilados sediado em Miami conhecido como Irmãos ao Resgate ('Hermanos al Rescate'). Castro era ministro da Defesa na época, o que o tornava a mais alta autoridade do país depois de seu irmão, o então presidente Fidel Castro. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante uma coletiva de imprensa na Sala de Imprensa James S. Brady da Casa Branca, em Washington — Foto: Stefani Reynolds/Bloomberg
Rubio está provocando uma agressão militar, diz chanceler de Cuba
Bruno Rodríguez disse que Cuba não representa uma ameaça à segurança dos EUA e acusou Washington de provocar intencionalmente o colapso econômico e o desespero social na ilha










