Os suspeitos de articular o maior furto virtual já registrado no Brasil estão em liberdade provisória na Espanha desde 16 de janeiro porque o governo brasileiro não entregou documentos de extradição no prazo limite que venceu em 5 de janeiro.
De acordo com correspondências entre o governo espanhol e a embaixada do Brasil em Madri, a Justiça espanhola concedeu liberdade provisória ao suposto mandante do desvio de R$ 800 milhões de contas mantidas no Banco Central em junho de 2025, Ítalo Jordi Santos Pireneus, e a mais sete suspeitos. O motivo foi a falta da documentação extradicional.
Além de Ítalo Jordi, chamado de "Breu do Pix", foram soltos os outros três membros do núcleo que, segundo a PF, articulou o crime ocorrido em 30 de junho de 2025: Henrique Magnavita Lins, o Russo; Mateus Medeiros Silva; e Wesley do Nascimento Lopes, o Spider. Eles respondem por furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Também são alvos de pedidos de extradição Rômulo de Oliveira Carvalho, brasileiro domiciliado em Valência suspeito de prestar assistência aos investigados, e Thaís Penalva Lima, a esposa de Breu.
Embora todos eles estejam em liberdade, os pedidos de extradição ainda correm na Espanha. A prisão só pode ocorrer novamente se o governo brasileiro entregar um novo mandado de prisão (e sua tradução) para as autoridades espanholas, diz o advogado e professor de direito penal da FGV Marcelo Cavali. Isso ainda não ocorreu.












