Determinação se dá após o ministro ser comunicado formalmente de decisão da Corte de Roma que aprovou a extradição de Carla Zambelli Carla Zambelli participa por videochamada participa de audiência na Câmara — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 11:59 STF ordena extradição de Carla Zambelli da Itália para o Brasil após aprovação em Roma O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty tomem medidas para extraditar a ex-deputada Carla Zambelli da Itália, onde está presa. A Corte de Roma aprovou sua extradição, ligada a uma condenação de 10 anos por invasão ao CNJ. Zambelli, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em 2022 e foi detida na Itália. A Câmara dos Deputados tentou preservar seu mandato, mas o STF cassou a decisão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou na manhã nesta quarta-feira que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem medidas para efetivar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. A determinação se dá após o ministro ser informado de decisões da Corte de Roma que aprovaram a extradição de Zambelli. A ordem tem relação com a primeira condenação imposta pelo STF à bolsonarista, no caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em tal caso, Zambelli foi sentenciada a dez anos de prisão. Com base em tal condenação, foi feito o primeiro pedido de extradição de Zambelli à Justiça italiana. Em março, foi dada a primeira decisão favorável à solicitação. Ela ainda passou pelo crivo do Ministério da Justiça italiano e da Corte de Cassação italiana, sendo confirmada. No último dia 14, a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas do Ministério da Justiça e Segurança Pública comunicou, formalmente, a Moraes a decisão da Corte de Roma. Zambelli foi condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal. A primeira sentença, que impôs 10 anos de prisão à ex-parlamentar, foi determinada pela invasão os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A aliada da ex-parlamentar também foi condenada a cinco anos de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Tal sentença, por sua vez está ligada ao episódio em que perseguiu um homem em São Paulo, com arma em punho, às vésperas das eleições 2022. A deputada bolsonarista, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado, passando pelos Estados Unidos antes de se mudar para o país europeu. Dois meses depois, ela foi presa e afirmou que queria ser julgada na Itália. Em dezembro, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação de Zambelli, em uma tentativa de preservar seu mandato. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, anulou a votação promovida pelos parlamentares, decretando diretamente a cassação em razão da condenação da bolsonarista à prisão. Enquanto o processo de extradição corria na Itália, a Justiça daquele País decidiu manter a ex-deputada detida na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, por entender que havia risco de fuga. Segundo o governo brasileiro, caso seja extraditada, a ex-parlamentar ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Moraes manda governo adotar providências para a extradição de Zambelli ao Brasil
Determinação se dá após o ministro ser comunicado formalmente de decisão da Corte de Roma que aprovou a extradição de Carla Zambelli






