De quintais escondidos a cafeterias com clima de padaria artesanal europeia, espaços transformam o café da manhã tardio em programa na cidade Na Casa de Helena, o Brunch 2 Helenas tem bruschetta de tomate confit e queijo quente de fermentação natural com mel, uma bebida gelada, dois cafés e uma fatia de bolo tradicional: R$ 116 — Foto: Divulgação/Casa de Helena RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 20:51 Niterói abraça brunchs acolhedores, unindo cultura e gastronomia Niterói está vivenciando uma nova tendência de brunchs que priorizam experiências acolhedoras e gastronômicas. Cafeterias como Casa de Helena, Não Me Torra Bar e Café, Cassia e Sagrado Boulangerie oferecem ambientes charmosos e menus afetivos. Esses espaços, que fogem da lógica do "instagramável", incentivam a permanência prolongada, integrando cultura e culinária em um refúgio dentro da cidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O brunch já faz parte da rotina do niteroiense há algum tempo, em tradicionais endereços como a Confeitaria Beira Mar e o Bistrô MAC. Mas uma nova geração de cafeterias vem dando outro fôlego ao hábito de comer sem pressa na cidade. Em comum, elas apostam menos na lógica do “instagramável” e mais na experiência com ambientes acolhedores, cafés especiais, gastronomia afetiva e espaços pensados para permanecer por horas entre amigos, livros e conversas. No Ingá, a Casa de Helena vive uma nova fase desde agosto do ano passado, quando passou para a administração da empresária Juliana Freitas. A cafeteria, instalada em uma charmosa casa, completa um ano sob a nova gestão em junho, e vem conquistando o público justamente pela atmosfera de refúgio no meio da cidade. O grande destaque é o quintal nos fundos, dominado por um jambeiro enorme, onde acontecem eventos culturais, encontros de vinho e vinil e oficinas. Há planos para sessões de cinema ao ar livre. Formada em Letras, Juliana sonhava unir gastronomia e cultura. — O grande forte daqui é a narrativa. É uma casa, um lugar para relaxar. A minha ideia nunca foi fazer uma cafeteria exagerada, cheia de excessos. Sempre senti falta do simples muito bem feito, aconchegante, com cara de casa — resume. O cardápio segue essa proposta afetiva, com destaque para ovos cremosos preparados sem aditivos, bruschettas, bolo de pamonha e os pães Petrópolis. A programação cultural também virou marca da casa, com o evento mensal “Vinho e vinil”, aulas de cerâmica e ioga e novas experiências previstas para os próximos meses. Tuna Melt, do Não Me Torra Bar e Café (@naometorracafe), sanduíche com pasta de atum fresco e queijo canastra derretido no pão Petrópolis: R$ 33 — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo Vizinho dali, também no Ingá, o Não Me Torra Bar e Café é outro símbolo da nova cena gastronômica local. Conhecido inicialmente pela pequena banca de café no calçadão de Icaraí, o negócio cresceu e ganhou recentemente um endereço maior. Carregado de memória afetiva para o proprietário David Marinho, o espaço funcionava no antigo açougue do avô dele. O sucesso da nova fase foi tão rápido que a casa já planeja expansão, incorporando a loja ao lado. Entre cafés especiais, brunches e programação musical com DJs, às quartas-feiras, o lugar virou ponto de encontro. O cold brew acabou se tornando um dos carros-chefes da casa, especialmente por combinar com o clima praiano da cidade. — Como estamos em um lugar quente e próximo da praia, percebemos que as pessoas buscavam bebidas refrescantes, mas sem abrir mão da qualidade do café especial — explica David. Na cozinha, a chef Roberta Antônia apostou em um menu de “comida que conforta”, com bolos artesanais, sanduíches e clássicos revisitados. — A ideia sempre foi trabalhar uma comida afetiva. Os bolos são receitas minhas, algo que faço desde criança. Nos sanduíches, quis brincar com clássicos que eu amo, mas trazendo um toque diferente. O Tuna Melt acabou virando um sucesso porque mistura a cremosidade da pasta de atum com queijo derretido e uma acidez equilibrada. Já o queijo quente leva chutney de tomate inspirado naquela tradição americana de mergulhar o sanduíche no molho — conta a chef. Mais tempo à mesa Em Icaraí, a Cassia virou rapidamente um dos endereços mais disputados para quem busca brunch em clima contemporâneo. Tem decoração delicada, louças charmosas e um cardápio voltado para cafés da manhã tardios. Avocado Toast, opção da Cassia (@cassiabrunch): pão sourdough, pasta de avocado e ovos pochês a R$ 39,9O — Foto: Divulgação/Carol Thompson A marca nasceu em 2015 de forma artesanal, com a produção de palhas italianas na cozinha de casa, e cresceu aos poucos até chegar ao universo dos cafés e brunches. O primeiro espaço físico surgiu em 2021, mas foi na unidade da Rua Otávio Kelly, aberta em 2024, que o conceito de brunch ganhou força de vez. — A gente sempre valorizou processos mais lentos e cuidadosos. O brunch nasceu dessa vontade de transformar comida em experiência, de fazer tudo com atenção aos detalhes — resume o sócio Igor Ferreira. Hoje, entre cafés especiais, vitrines cheias e mesas disputadas nos fins de semana, a Cássia já prepara a abertura de uma terceira unidade em São Francisco, prevista para este ano. Já no Jardim Icaraí, a Sagrado Boulangerie trouxe um pouco do universo das padarias artesanais paulistanas para a cidade. A rede, premiada e conhecida pelos produtos de fermentação natural e pelo uso de farinha francesa, abriu a primeira unidade de Niterói em agosto passado. Na Sagrado Boulangerie (@sagradoniteroi), o Brunch Versalhes inclui banana-da-terra cozida, croissant, torradas de pães variados, ovos mexidos, bacon, salada de frutas, geleia e mel: R$ 64 — Foto: Divulgação/Sagrado Boulangerie O espaço aposta em uma experiência mais longa à mesa, com menus completos de brunch que incluem croissants, brioches, cafés e pães artesanais. — Virou um programa. Acho que as pessoas estão buscando mais esse tipo de experiência em cafeteria, de sentar, ficar, curtir — avalia a sócia Lívia Carvalho. Entre os campeões de venda estão o brioche premiado da rede, os croissants e os bolos artesanais. O ambiente, que conta com uma simpática varanda, também ajuda a reforçar a sensação de pausa em meio à rotina acelerada da cidade.
Brunch sem pressa: novos cafés em Niterói apostam em charme e experiência
De quintais escondidos a cafeterias com clima de padaria artesanal europeia, espaços transformam o café da manhã tardio em programa na cidade










