O indiciamento anunciado nesta quarta-feira (20) pelo governo dos Estados Unidos contra o ex-líder de Cuba Raúl Castro marca uma fase crítica no longo histórico de tensões entre os dois países.
O Departamento de Justiça americano anunciou que Castro e outras cinco pessoas enfrentam acusações penais, que incluem conspiração para matar cidadãos americanos e assassinato. O caso se refere à derrubada, pela Força Aérea cubana, de duas aeronaves civis, 30 anos atrás.
O ataque contra os aviões operados pelo grupo de exilados cubanos Irmãos ao Resgate, de Miami, causou a morte de quatro pessoas. Três delas eram cidadãos americanos, o que intensificou os desentendimentos entre Washington e Havana, travados desde a Guerra Fria (1947-1991).
Na época do incidente, Raúl Castro era ministro da Defesa do governo cubano, então presidido pelo seu irmão Fidel (1926-2016). Raúl viria a liderar a ilha entre 2008 e 2018. Atualmente, ele tem 94 anos e se aposentou da vida pública, embora ainda seja considerado uma figura influente na ilha.
O indiciamento contra Raúl Castro foi apresentado em Miami, berço do anticastrismo nos Estados Unidos, no dia da comemoração da independência cubana. Ele traz claras consequências políticas.










