Oposição avalia que medida é uma forma de favorecer escolha de aliados do ex-governador Claudio Castro para a corte Plenário da Alerj aprova projeto que acelera indicação de conselheiros dpo TCE — Foto: Divulgação/Alerj RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 16:31 Alerj aprova mudança que acelera escolha de conselheiros do TCE-RJ A Alerj aprovou mudanças no regimento interno para acelerar a escolha de conselheiros do TCE-RJ, reduzindo prazos de inscrição de 30 para três dias. A oposição critica a medida, vista como favorecimento a aliados do ex-governador Cláudio Castro, especialmente Rodrigo Amorim. Emendas para adiar a discussão foram rejeitadas, e a votação ocorreu por aclamação, com oposição do PT e PSOL. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Alerj aprovou nesta quarta- feira, em discussão final projeto que altera o regimento interno da Casa e reduz os prazos para a tramitação de indicações ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCRE-RJ), em meio à disputa política por futuras vagas na corte responsável por fiscalizar as contas do governo estadual. A proposta, apresentada pela Mesa Diretora, provocou reação da oposição, que acusa a base aliada do ex-governador Cláudio Castro de tentar acelerar votações estratégicas no Legislativo. A mudança reduz drasticamente os prazos previstos para a escolha de conselheiros do TCE-RJ. Pelas regras até então em vigor, após a abertura de uma vaga, a Mesa Diretora publicava um edital e concedia prazo de 30 dias para inscrição de interessados. Em seguida, há mais dez dias úteis para apresentação de documentos e análise das candidaturas antes da votação em plenário. Com, o novo texto, esse prazo cai para três dias úteis para a inscrição de candidatos ao tribunal. A alteração do regimento também estabelece que o relator responsável pela análise terá até três sessões para apresentar parecer sobre os candidatos considerados aptos antes da votação em plenário. Para a oposição, essa é uma manobra que pode favorecer o deputado Rodrigo Amorim (PL) , já que existe uma expectativa de abertura de até três vagas no TCE-RJ nos próximos meses. Deputados avaliam que condenações em instâncias superiores e aposentadorias podem acelerar a saída dos conselheiros José Gomes Graciosa, que vai fazer 72 anos este mês, Marco Antônio Barbosa de Alencar, de 70, e Domingos Inácio Brazão, de 61. A votação foi por aclamação, sem divulgação dos votos em painel. Apenas as bancadas do PT e do PSOL fizeram uma declaração conjunta que eram contrárias ao projeto. — O Rio de Janeiro é um roteiro para qualquer filme de horrores na política. Nada é por acaso na política. Nós vamos ajuizar uma ação se houver a indicação de Rodrigo Amorim para uma das vagas porque ele foi condenado por violência de gênero na Justiça eleitoral. É inacreditável que logo ele possa vir a substituir Domingos Brazão, um dos condenados como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco — criticou a deputada Renata Souza (PSOL). Emendas rejeitadas Os deputados contrários à mudança chegaram a propor emendas para tentar adiar a discussão. No entanto, elas foram rejeitadas pelas comissões de Constituição e Justiça; e de Normas Internas e Proposições Externas. Nos dois casos, o relator foi Rodrigo Amorim. O que também foi alvo de críticas de Renata, por entender que ele atuou en causa própria. Além de Amorim, outro nome citado nos bastidores é o do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli (PL), irmão do deputado Guilherme Delaroli (PL). O cargo de conselheiro do TCE é vitalício, com aposentadoria compulsória com vencimentos integrais aos 75 anos. O subsídio é de R$ 41.845,48. Entre as atribuições dos conselheiros estão emitir parecer prévio sobre as contas da gestão de governadores e prefeitos (exceto da capital) e relatar processos relativos a auditorias de avaliação de políticas públicas. Matéria em atualização