Milhões de pessoas visitam Bali todos os anos. A ilha é conhecida por suas praias e terraços de arroz e, se o governo conseguir o que quer, também será por um centro financeiro livre de impostos.

Com centenas de voos diários de dezenas de origens, a Indonésia aposta que Bali pode ser mais interessante para investidores do que Jacarta, a populosa capital do país que também é a maior cidade do mundo.A principal candidata para sediar o centro é a Zona Econômica Especial de Kura Kura, na costa de Bali. "Leis comuns estarão em vigor. O dinheiro pode vir do exterior, não vou tributá-lo", disse o ministro das Finanças, Purbaya Yudhi Sadewa, na semana passada.

"O que vamos estabelecer é como o de Dubai", disse ele, referindo-se ao Centro Financeiro Internacional de Dubai, sem fornecer detalhes sobre prazos. O DIFC, que possui seu próprio sistema regulatório, consolidou-se como o principal polo para bancos internacionais que operam no Oriente Médio.

O dinheiro investido no centro de Bali poderia ser usado para financiar projetos nacionais "com boas perspectivas", iniciativas sob o fundo soberano Danantara ou em títulos do governo, disse Purbaya.

"Isso fortaleceria a fonte de financiamento para o desenvolvimento do setor privado e do governo", afirmou. No entanto, não está claro se o governo direcionará explicitamente alguns investimentos para projetos específicos —o que seria incomum para centros financeiros.Um polo financeiro em Bali poderia aumentar "o apelo para fluxos de investimento global na Indonésia", disse Friderica Widyasari Dewi, presidente da Autoridade de Serviços Financeiros.