Muito antes de tablets, streamings e videogames online dominarem o entretenimento infantil, os brinquedos da Estrela ocupavam quartos, salas e listas de presentes de Natal de milhões de brasileiros.
Fundada em 1937, a fabricante atravessou diferentes fases da economia e reinventou seus próprios clássicos para acompanhar mudanças de comportamento, tecnologia e consumo. Nesta quarta-feira (20), a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, citando dificuldades para operar em um cenário de juros elevados, crédito restrito e avanço das plataformas digitais sobre o brincar.
O pedido não significa falência. O mecanismo foi criado para dar um tempo para as empresas ganharem fôlego e poderem negociar um plano de pagamento com credores enquanto mantém as operações em funcionamento.
Nesses quase 90 anos de operação, a Estrela se tornou uma das marcas mais tradicionais da indústria brasileira e criou muitos brinquedos que deixaram de ser apenas lembranças de infância e, hoje, são itens de coleção disputados por adultos em feiras, grupos de internet e sites especializados.
Além de competir com videogames, celulares, plataformas digitais, nas últimas décadas, a Estrela também enfrentou disputas acirradas pelo mercado de jogos clássicos, especialmente com multinacionais como Hasbro e Mattel. A concorrência se intensificou principalmente a partir dos anos 1990, com a abertura econômica e a chegada mais forte de marcas estrangeiras ao Brasil.








