O director executivo do Southampton, Phil Parsons, considera "manifestamente desproporcional" a decisão de afastar o clube da final do play-off de promoção à Premier League, bem como a dedução de quatro pontos, na sequência do incidente que ficou conhecido como "Spygate".O Southampton foi afastado da final de sábado, diante do Hull City, depois de ter sido considerado culpado num caso de espionagem em que a vítima foi o Middlesbrough, adversário da meia-final. O incidente foi apreciado na terça-feira e redundou num dos castigos mais severos impostos no futebol inglês.Na sequência da decisão de uma comissão independente da English Football League (EFL), o Middlesbrough foi reintegrado e deverá defrontar o Hull City, em Wembley, no sábado. No entanto, o Southampton recorreu da decisão, esperando-se uma decisão final ainda nesta quarta-feira.
"Quanto ao recurso em si: aceitamos que deve ser aplicada uma sanção. O que não podemos aceitar é uma sanção que não é proporcional à infracção", declarou Parsons num comunicado. "Enquanto o Leeds United foi multado em 200.000 libras (267.940 dólares) por uma infracção semelhante, ao Southampton foi negada a oportunidade de competir num jogo que vale mais de 200 milhões de libras e que significa tanto para a nossa equipa, jogadores e adeptos".Em 2019, o Leeds foi multado e repreendido por espiar o Derby County. O então treinador do Leeds, Marcelo Bielsa, admitiu que a sua equipa tinha observado todos os adversários do clube nos treinos dessa época. Acontece que foi só na sequência desse incidente que os regulamentos passaram a contemplar (e a punir) esta prática."Acreditamos que as consequências financeiras da decisão fazem dela, por uma distância muito considerável, a maior sanção alguma vez imposta a um clube de futebol inglês", prossegue Parsons, reconhecendo que a actuação do Southampton "foi errada", mas insistindo nas críticas à "desproporcionalidade" do castigo. "É um princípio de justiça natural".










