Assessoria do senador diz que ele não compareceu porque já tinha um compromisso marcado Davi Alcolumbre e Lula durante cerimônia no TSE — Foto: Brenno Carvalho / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 11:39 Ausência de Alcolumbre em evento contra violência gera especulação sobre tensão política com Lula Davi Alcolumbre, presidente do Senado, não compareceu ao evento de 100 dias do pacto dos três Poderes contra a violência às mulheres no Palácio do Planalto, apesar de convidado. A ausência ocorre após tensão com Lula, devido à rejeição de Jorge Messias para o STF. Alcolumbre alegou compromisso pessoal como motivo. O evento contou com discursos de união e compromisso no combate ao feminicídio, destacando a importância de uma ação coletiva apartidária. A falta de Alcolumbre é vista como sinal de distanciamento em um cenário de tentativas de reaproximação entre ele e o presidente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), faltou ao evento de 100 dias do pacto dos três Poderes para enfrentar violência contra mulheres que ocorre nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. Alcolumbre foi convidado pelo governo, mas não compareceu. A decisão ocorre em meio a um tensionamento entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Alcolumbre após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e num momento em que interlocutores das duas autoridades buscam pavimentar uma reaproximação deles. De acordo com assessoria de imprensa do senador, ele foi convidado ao evento mas não pode comparecer porque tinha um compromisso pessoal. Participam da solenidade o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, parlamentares e ministros do governo. Na mesa de autoridades, está o senador Humberto Costa (PT-PE). A cerimônia marca os 100 dias desde que o pacto foi lançado por representantes dos três Poderes e a ideia é apresentar um balanço das ações que foram implementadas nesse período. Em sua fala, na abertura da solenidade, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou que é importante uma união de todos em prol da defesa das mulheres e disse que o combate ao feminicídio “não pode ser alvo de disputa política”. Em seu discurso, Motta citou nominalmente Alcolumbre, chamando-o de "querido amigo", ao tratar das pautas que o Congresso têm discutido que buscam coibir a violência contra as mulheres. —Em nome das senadoras, em nome do meu querido amigo, presidente Davi Alcolumbre, temos a certeza de que o Senado, assim como a Câmara tem feito, dará seguimento à aprovação dessas matérias. Porque essa não se trata de uma pauta de governo nem oposição, mas sim da sociedade brasileira. Uma pauta que precisamos resolver com muita firmeza, muito compromisso, porque as mulheres do Brasil não podem mais esperar— afirmou Motta. Em sua fala, Lula fez um gesto ao Congresso Nacional. O presidente disse que era preciso reconhecer publicamente a atuação do Legislativo na aprovação de matérias que tratam do combate à violência contra as mulheres. —A gente reconhecer publicamente o Congresso Nacional que, muitas vezes, é muito criticado e poucas vezes, elogiado. De elogiar a rapidez e ousadia de vocês de aprovarem tantas coisas em tão pouco tempo— afirmou o petista. A ausência de Alcolumbre nesta quarta foi interpretada por aliados do petista como mais uma sinalização do distanciamento entre os dois. Alcolumbre também faltou ao evento na semana passada no Planalto e, em cerimônia de posse da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as duas autoridades sentaram lado a lado, mas não conversaram. Alcolumbre, que já foi considerado ponto de governabilidade de Lula no Congresso, se afastou do governo após ficar contrariado com a escolha de Messias para a vaga aberta na Corte. Ele atuava para que Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ficasse com a vaga. Aliados do senador e integrantes do governo falam que ainda não há clima para uma reaproximação, mas reforçam ser importante que a relação institucional seja reparada. A possibilidade de Lula reenviar o nome de Messias para o Congresso, no entanto, gerou novas queixas no entorno de Alcolumbre, como o GLOBO mostrou.
Alcolumbre rejeita convite para ir a evento com Lula no Planalto
Assessoria do senador diz que ele não compareceu porque já tinha um compromisso marcado







