Ainda em fase de finalização, obra receberá 10 mil euros; atriz e produtora Maria Gal destacou 'dimensão histórica, simbólica e profundamente emocionante para o cinema brasileiro' Maria Gal como Carolina Maria de Jesus — Foto: Ana Branco/ Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O filme “Carolina Maria de Jesus”, dirigido por Jeferson De e protagonizado e produzido por Maria Gal, foi premiado no Marché du Film do Festival de Cannes, na França. A obra foi contemplada pelo programa Goes to Cannes, do Marché du Film. O longa narra a trajetória da autora de “Quarto de despejo”, que superou a fome e se insurgiu contra o racismo na década de 1950. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O filme “Carolina Maria de Jesus”, dirigido por Jeferson De e protagonizado e produzido por Maria Gal, foi premiado no Festival de Cannes, na França. A obra foi contemplada pelo programa Goes to Cannes, do Marché du Film. O Goes to Cannes é uma vitrine para projetos em desenvolvimento que apoia talentos promissores e serve como uma plataforma dinâmica para o networking no setor. Este ano, a edição distribuiu três prêmios, oferecidos por A.H Media Production, Ciné+ OCS e Sideral Cinema. Cinco filmes brasileiros, ainda em estágio de finalização, foram apresentados no Goes to Cannes para produtores, distribuidores, agentes de vendas e programadores de festivais do mundo todo. O filme “Carolina Maria de Jesus” venceu o prêmio concedido pela A.H. Media Production, que oferece 10 mil euros aos produtores. O longa narra a trajetória da autora de “Quarto de despejo”, que superou a fome e se insurgiu contra o racismo na década de 1950 ao transformar os diários escritos na Favela do Canindé, em São Paulo, em uma obra incontornável da literatura brasileira. “Quando o Brasil ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1962 com o filme ‘O pagador de promessas’, Carolina Maria de Jesus, apesar de ter sido convidada para a comemoração, foi impedida de entrar em um restaurante em São Paulo por ser uma mulher negra”, disse Maria Gal em seu discurso. “Estar hoje em Cannes com um filme sobre sua vida carrega uma dimensão histórica, simbólica e profundamente emocionante para o cinema brasileiro”, completou.