O Reino Unido vai estender até o fim do ano a redução do imposto sobre combustíveis automotivos, informou o governo nesta quarta-feira (20), enquanto busca aliviar a pressão do custo de vida agravada pelo conflito no Oriente Médio. O corte de 5 pence por litro (o equivalente a 0,05 libra por litro) deveria expirar em setembro, mas o governo afirmou que decidiu prorrogá-lo após a guerra no Irã provocar uma disparada nos preços globais do petróleo. “Sei que muitos estão sentindo a pressão dos custos de energia e combustível e preocupados com a forma como o conflito no Irã afetará suas finanças”, afirmou o primeiro-ministro, Keir Starmer, em comunicado. “É por isso que este governo está intervindo para manter os custos dos combustíveis baixos para milhões de motoristas”, prosseguiu. Além da extensão da medida, o governo anunciou uma nova isenção de 12 meses do imposto rodoviário pago por transportadoras, o que, segundo o Executivo, representará uma economia de até 912 libras (US$ 1.222,08) por veículo. Também informou que reduzirá em mais de um terço por litro o imposto sobre o diesel vermelho, usado fora das estradas, para 6,48 pence, o menor nível em mais de 20 anos. Reino Unido toma medidas de emergência devido ao esgotamento dos estoques de combustível nos postos de gasolina — Foto: Jason Alden/Bloomberg O corte no imposto sobre combustíveis foi introduzido em 2022 e agora já foi prorrogado cinco vezes por governos sucessivos. Inicialmente, deveria durar 12 meses, ao custo estimado de 2,4 bilhões de libras, segundo projeções divulgadas pelo governo em janeiro. O imposto sobre combustíveis arrecadou 24 bilhões de libras para os cofres públicos no último ano fiscal. Ainda não estava claro quanto custará a extensão mais recente. O Reino Unido também mantém congelado o nível do imposto sobre combustíveis desde 2011, numa tentativa dos governos de proteger os motoristas contra o aumento dos custos. As novas medidas foram anunciadas dias depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmar que quaisquer subsídios à energia deveriam ser direcionados e temporários, além de recomendar que o governo considere ampliar a base do imposto sobre valor agregado e reformar a tributação imobiliária no longo prazo.