Os dois últimos corpos dos mergulhadores italianos que morreram num acidente de mergulho nas Maldivas foram recuperados pelas autoridades, avançou nesta quarta-feira o gabinete de imprensa da presidência, concluindo os esforços de resgate depois da tragédia de mergulho mais mortal da história do país.Os cinco mergulhadores italianos iniciaram a expedição de mergulho a 14 de Maio e morreram enquanto tentavam entrar nas cavernas subaquáticas de Vaavu, conhecidas pelas fortes correntes, a uma profundidade de 50 metros. O grupo tinha recebido autorização para explorar uma zona de corais moles. As autoridades das Maldivas estão a investigar várias possíveis causas para o acidente, incluindo se o grupo mergulhou a uma profundidade maior do que a inicialmente planeada. Não são ainda conhecidas as causas das mortes."Os dois mergulhadores foram resgatados da caverna e trazidos para a superfície", disse um funcionário do gabinete de imprensa na quarta-feira. Todos os corpos foram levados para um necrotério na capital, Malé.O corpo de uma das vítimas, já identificada como o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti (44 anos), que vivia nas Maldivas há vários anos, foi encontrado perto da entrada de uma gruta pouco depois do alerta às autoridades. As equipas de resgate acreditavam que as restantes quatro estariam no interior da mesma gruta, que se divide em três câmaras, ligadas por passagens estreitas. Dois dos corpos foram encontrados na terça-feira, após uma equipa especializada da Finlândia ter sido accionada para auxiliar nos esforços.O grupo era liderado por Monica Montefalcone, de 51 anos, professora da Universidade de Génova e ecologista marinha, que mergulhava regularmente nas águas das Maldivas, no Oceano Índico. As restantes vítimas são a filha de Montefalcone, Giorgia Sommacal, de 23 anos; a bióloga marinha e investigadora Muriel Oddenino, de 31 anos; e o biólogo marinho Federico Gualtieri, de 31 anos.No sábado, um mergulhador das Forças Armadas das Maldivas morreu no decorrer das operações de resgate. Mohamed Mahudhee não resistiu às complicações provocadas pela doença de descompressão, relacionada com a acumulação do azoto inalado da garrafa de mergulho que, com o aumento da pressão ambiente, forma bolhas que se dissolvem no sangue e podem chegar a todo o corpo. Se a subida à superfície for demasiado rápida, as bolhas podem permanecer nos tecidos, provocando lesões locais, ou entupir vasos sanguíneos.A Universidade de Génova informou entretanto que Montefalcone e Oddenino estavam numa expedição científica para monitorizar ecossistemas marinhos e estudar os efeitos da crise climática na biodiversidade tropical.
Recuperados os corpos dos italianos que morreram em acidente de mergulho nas Maldivas
Grupo de italianos morreu enquanto tentava entrar nas cavernas subaquáticas de Vaavu, conhecidas pelas fortes correntes. Mergulhador das Forças Armadas morreu durante operações de resgate.












