José Luis Rodríguez Zapatero, ex-primeiro-ministro da Espanha, foi indiciado por supostamente liderar uma rede de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, em mais um revés para o governo de esquerda de Pedro Sánchez, assolado por escândalos de corrupção.
A Audiência Nacional, tribunal com jurisdição federal, informou nesta terça-feira (19) que a rede supostamente liderada por Zapatero lucrava com a pressão exercida sobre autoridades públicas em nome de terceiros —principalmente a companhia aérea espanhola Plus Ultra, que recebeu ajuda financeira do Estado em 2021.
Zapatero, um aliado-chave do atual primeiro-ministro, negou qualquer irregularidade em uma mensagem de vídeo divulgada nesta terça: "Quero reafirmar que toda a minha atividade pública e privada sempre foi conduzida com absoluto respeito à lei."
Seu escritório e três outros locais foram revistados pela força-tarefa anticorrupção da polícia, informou o tribunal. O ex-primeiro-ministro foi intimado a depor no dia 2 de junho, acrescentou.
O caso aumenta a pressão sobre Sánchez, que já enfrenta uma investigação de corrupção sobre supostas propinas pagas a membros-chave de seu círculo íntimo, bem como inquéritos envolvendo sua esposa e seu irmão.










