Demanda por 'dog nannies' cresce entre famílias ricas em regiões como Nova York e Califórnia, com jornadas em tempo integral, benefícios e até exigência de discrição Homem cuidando de cão — Foto: Reprodução: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/05/2026 - 12:38 Cresce demanda por 'babás de cachorro' de luxo nos EUA após pandemia Nos EUA, a demanda por "babás de cachorro" entre famílias ricas cresce, especialmente em regiões como Nova York e Califórnia. Com salários anuais de até R$ 1,5 milhão, esses profissionais oferecem cuidados premium a pets, incluindo longas jornadas e até moradia na casa dos empregadores. O fenômeno reflete a crescente humanização dos animais de estimação e a busca por serviços exclusivos no pós-pandemia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os animais de estimação vivem uma fase de luxo nos Estados Unidos, onde uma nova categoria de cuidado premium para pets — a “dog nanny”, ou “governanta de cachorro” — vem ganhando espaço entre famílias de alta renda. A função, que vai além do trabalho tradicional de pet sitter, já aparece entre as vagas mais disputadas em agências de recrutamento doméstico. A Household Staffing, agência americana especializada em colocação de funcionários para residências, disse ao The Times que os pedidos por babás de cachorro praticamente triplicaram no último ano. Segundo a empresa, as vagas para “dog nannies” estão hoje entre os anúncios que mais recebem respostas. Embora o termo possa ser comparado ao de cuidadores de cães, a função costuma envolver uma rotina mais extensa. Enquanto pet sitters geralmente fazem visitas curtas, passeios e cuidados pontuais, as babás de cachorro podem trabalhar de 40 a 50 horas por semana. Em alguns casos, moram na casa dos tutores e permanecem no local durante as ausências dos donos. Mulher acariciando cão — Foto: Reprodução: Freepik Esses profissionais também administram rotinas altamente estruturadas para os animais. Alguns têm formação veterinária ou experiência profissional em cuidados com pets. Em famílias de elite, o processo de contratação pode se aproximar da seleção de babás para crianças. A demanda está concentrada em regiões ricas dos Estados Unidos, como Manhattan, Brooklyn, os Hamptons, em Nova York, o sul da Flórida e partes da Califórnia. O serviço é associado a tutores de alta renda que tratam os animais como membros da família ou até como filhos substitutos. Nos Hamptons, formou-se um ecossistema de luxo voltado aos pets. Há treinadores que preparam cães para circular em iates, helicópteros e jatos particulares. Funcionários domésticos e cuidadores também recebem treinamento em manejo animal. Privacidade e discrição são consideradas essenciais no processo de contratação, o que leva recrutadores a buscar candidatos por redes pessoais de confiança, e não apenas por agências públicas. Os salários acompanham o padrão de exclusividade. Babás de cachorro em tempo integral podem ganhar cerca de US$ 40 a US$ 50 por hora — De R$ 200 a R$ 250 —. Já profissionais que moram na casa dos contratantes podem receber de US$ 500 a US$ 800 por dia — De R$ 2,5 mil a R$ 4 mil —. Em alguns casos, as vagas incluem benefícios trabalhistas semelhantes aos oferecidos por grandes empresas. Especialistas afirmam que o crescimento do setor também está ligado a mudanças de comportamento após a pandemia. A posse de animais aumentou durante os confinamentos da Covid-19, e a convivência constante fez muitos tutores criarem vínculos emocionais ainda mais fortes com os pets. Por isso, canis tradicionais e serviços por aplicativo passaram a ser vistos como insuficientes por donos mais ricos. O fenômeno aponta para a consolidação do cuidado de luxo com animais como um setor profissional próprio dentro do mercado de funcionários domésticos e da administração de residências de alto patrimônio.