Nos arredores da cidade de Thetford Mines, em Quebec, no Canadá, região que um dia abasteceu o mundo com amianto, trabalhadores estão perfurando o subsolo em busca de uma fonte de energia limpa incomum e potencialmente vasta.
Uma startup chamada Vema Hydrogen perfurou dois poços de teste na rocha matriz, cada um com 300 metros de profundidade, e está começando a injetar água tratada nas rochas ricas em ferro abaixo.
O objetivo é desencadear um tipo especial de reação química que poderia eventualmente produzir grandes quantidades de hidrogênio —combustível limpo que um dia pode desempenhar papel vital no combate às mudanças climáticas.
"O potencial é enorme", disse Pierre Levin, CEO da Vema, enquanto observava uma equipe de perfuração trabalhando em um dia de primavera ensolarado e extremamente frio. "Você pode encontrar rochas como essas em todo o mundo, o suficiente para produzir bilhões de toneladas de hidrogênio."
O sonho do hidrogênio limpo tem fascinado especialistas em energia por décadas. Quando queimado, o hidrogênio emite apenas vapor de água. Ele poderia teoricamente ser usado no lugar de combustíveis fósseis em navios, aviões, siderúrgicas ou plantas químicas, indústrias onde é difícil encontrar alternativas viáveis para petróleo, gás e carvão e reduzir as emissões que aquecem o planeta.















