Todo mês de abril, os principais executivos e engenheiros do setor automotivo mundial vão ao principal salão do automóvel da China para avaliar a BYD, a potência dos carros elétricos que ultrapassou a Tesla em vendas globais no ano passado.

Mas no evento que terminou no início deste mês em Pequim, outro nome chamou atenção: Zhejiang Geely Holding Group. Em um desdobramento inesperado, a Geely superou a BYD em vendas nos dois primeiros meses do ano e está ampliando rapidamente sua linha de produtos.

A Geely está avançando no exterior. A montadora mais que dobrou as exportações para a Europa, Oriente Médio e outras regiões no último ano, e agora está enfrentando rivais globais em seus próprios territórios.

A Geely está crescendo em um momento crucial. A guerra no Irã fez os preços da gasolina dispararem, reanimando a demanda dos consumidores por veículos elétricos —segmento dominado por montadoras chinesas. Após anos preparando o terreno para expandir as exportações e escapar de um mercado doméstico extremamente competitivo, as marcas chinesas parecem prontas para capitalizar e mudar o equilíbrio de poder na indústria automobilística global.

A Geely construiu um modelo de negócios projetado para lidar com a volatilidade. É uma das poucas montadoras que consegue competir em todos os quatro principais tipos de motorização: gasolina, híbridos gasolina-elétrico, híbridos plug-in e totalmente elétricos. Essa amplitude permite que ela se adapte rapidamente conforme as condições mudam.