Entidades do setor financeiro e bancário receberam de forma positiva o desenho da nova linha de crédito para renovação de frota destinada a taxistas e motoristas de aplicativo. O modelo foi apresentado ontem às associações pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, em reunião na sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo as entidades, há uma “avaliação consensual” de que, com condições mais favoráveis, a nova linha tem potencial para ampliar o acesso ao financiamento de veículos novos para um público estimado em cerca de um milhão de taxistas e motoristas de aplicativo. “As condições financeiras e operacionais do programa, detalhadas na reunião, foram recebidas positivamente pelas entidades que representam parcela relevante do mercado de financiamento de veículos”, afirmaram as associações, em nota. Segundo as entidades, a adesão ao programa seguirá a política de crédito de cada instituição financeira, enquanto a oferta da linha dependerá da implementação dos aspectos técnicos e operacionais pelo governo e pelo setor financeiro. Como mostrou o Valor, o governo federal planeja destinar até R$ 30 bilhões em recursos do Tesouro Nacional ao programa. A proposta é que a taxa de juros, que ainda será regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fique abaixo da Selic, atualmente em 14,50% ao ano. As regras do programa ainda serão publicadas por meio de atos normativos, incluindo medida provisória, regulamentação do CMN, portarias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, além de ato do BNDES com a política operacional da iniciativa. Participaram da reunião de ontem os presidentes da Febraban, Isaac Sidney; da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain; da Zetta, Eduardo Lopes; e da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Acrefi), Tadeu Silva; além do presidente do conselho diretor da Febraban e CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy. — Foto: Gerd Altmann/Pixabay