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Às seis da manhã, Ulisses Correia e Silva lá estava a fazer o seu footing, como habitualmente, numa tentativa clara de mostrar a tranquilidade de uma transição. Um primeiro-ministro sai (ele próprio, ao fim de dez anos) e outro primeiro-ministro entra (Francisco Carvalho, líder do PAICV) e a democracia de Cabo Verde segue impávida e serena com as suas sólidas instituições. Foi uma manhã “tranquila, fiz a minha rotina de sempre”, disse o líder derrotado nas eleições legislativas deste domingo em Cabo Verde, que, no seu discurso de aceitação dos resultados, apresentou a sua demissão e se prepara, aos 63 anos, para voltar a ser “apenas um cidadão de Cabo Verde”.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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19 de Maio de 2026