Mais de 400 mil eleitores estão registrados para votar em um pleito considerado “decisivo para o país”, que ocorre no momento em que se celebram os 35 anos da transição democrática e os cinquenta da independência nacional, completados em 2025. Ao todo, cinco partidos participam da disputa.

Nas pesquisas divulgadas ao longo da campanha, os dados apontavam para uma disputa polarizada, mas com vantagem para o governista MpD, seguido de perto pelo PAICV. No entanto, o alto índice de indecisos e a abstenção podem ter peso crucial no resultado, refletindo uma preocupação generalizada dos analistas políticos locais com o engajamento do eleitorado.

Tensões políticas e acusações mútuas

Embora Cabo Verde seja reconhecido por sua estabilidade democrática, a campanha eleitoral foi marcada por tensões. O PAICV, que se recusou a participar de um dos debates na televisão nacional, acusou o MpD de usar recursos do Estado para impulsionar sua candidatura.

O partido no poder, por sua vez, atacou diretamente Francisco Carvalho, acusando-o de “contornar a lei”. Em Cabo Verde, o código eleitoral proíbe que prefeitos em exercício concorram a cargos legislativos sem renunciar. Carvalho, contudo, optou por não deixar o cargo de maneira definitiva e nomeou um substituto temporário na prefeitura da capital.