As gigantes do transporte marítimo CMA CGM e Hapag-Lloyd suspenderam todas as reservas de e para Cuba até segunda ordem, afirmaram as empresas separadamente neste domingo (17), ambas citando uma ordem executiva dos Estados Unidos emitida em 1º de maio. “Seguindo a ordem executiva dos EUA emitida em 1º de maio, a CMA CGM decidiu suspender suas reservas de ou para Cuba até segunda ordem”, disse a gigante francesa de transporte marítimo, em um comunicado por e-mail. A empresa acrescentou que estava “monitorando a situação de perto” e que adaptaria suas operações em conformidade com as regulamentações aplicáveis. Um porta-voz da Hapag-Lloyd disse que a empresa alemã também estava suspendendo os pedidos cubanos “devido aos riscos de conformidade associados à ordem executiva do presidente dos EUA de 1º de maio”. O governo cubano não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A suspensão temporária de novos pedidos por duas das maiores empresas de transporte marítimo do mundo pode colocar em risco até 60% do tráfego marítimo de Cuba em volume, disseram duas fontes com conhecimento direto da situação, um grande golpe para um país que já beira o colapso em meio a um bloqueio de petróleo dos EUA que estrangulou o fornecimento de combustível na ilha. O envio de mercadorias da China seria o mais impactado pela ordem, disseram as fontes. O norte da Europa e o Mediterrâneo também seriam severamente impactados, acrescentaram as fontes, embora todo o transporte marítimo global para Cuba deva ser afetado. A ordem executiva de Trump em 1º de maio ampliou as sanções existentes dos EUA sobre o comércio com Cuba para incluir “qualquer pessoa estrangeira” operando no “setor de energia, defesa e materiais relacionados, metais e mineração, serviços financeiros ou setor de segurança da economia cubana, ou qualquer outro setor da economia cubana”.