A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o presidente Sergio Mattarella deslocaram-se este domingo à cidade de Modena, no Norte do país, um dia depois de várias pessoas terem ficado feridas num incidente de atropelamento que foi o primeiro do género em Itália.Meloni e Mattarella visitaram um dos feridos internados no hospital de Baggiovara e conheceram um dos transeuntes que ajudou a travar Salim El Koudri, o homem de 31 anos, nascido em Itália, que conduziu um carro a 100 quilómetros por hora contra uma multidão no centro da cidade no sábado, ferindo oito pessoas, quatro delas com gravidade.O homem, que, segundo a agência noticiosa italiana Ansa, poderá ter suspendido a medicação para o transtorno da personalidade esquizóide, tentou fugir e esfaqueou um dos três transeuntes que o tentaram impedir.Mais tarde, foi detido pela polícia. Os procuradores de Modena afirmaram, num comunicado, que o suspeito está a ser investigado por tentativa de massacre e por danos pessoais.O homem atingiu os peões no centro da cidade, que tem mais de 180 mil habitantes, "de forma indiscriminada, aleatória e deliberada", cita a Reuters.Entre os feridos graves, dois perderam as pernas e um ficou em estado de risco de vida, acrescentou o Ministério Público.Salim El Koudri, que, de acordo com a emissora RAI News, tem formação em Economia e estava actualmente desempregado, exerceu o direito de não responder durante o interrogatório de sábado à noite perante o procurador de Modena, Luca Masini.O homem, residente em Ravarino, a cerca de 20 quilómetros do centro de Modena, é defendido oficiosamente pelo advogado Francesco Cottafava.Giorgia Meloni cancelou uma reunião em Nicósia com o Presidente de Chipre para se deslocar a Modena ao lado de Mattarella.Segundo a Ansa, no hospital de Bolonha encontra-se internado um casal italiano, na unidade de reanimação.O estado deles é estável, mas muito grave. A mulher, de 55 anos, apresenta vários traumatismos e encontra-se entre a vida e a morte. O marido, com a mesma idade, já não corre perigo imediato de vida.No Hospital Civil de Baggiovara (Modena) estão internadas três pessoas.Trata-se de uma mulher de 69 anos, alemã, operada nas últimas horas, em estado grave, porém estável. Esta alemã foi a última a ser atingida pelo carro conduzido por El Koudri, cujas pernas foram decepadas pelo impacto.Outra mulher de 53 anos, polaca, foi submetida a várias intervenções cirúrgicas e encontra-se em estado grave. O prognóstico de ambas é reservado.O terceiro internado em Baggiovara é um homem italiano de 59 anos, com traumatismo facial, que passou a noite em observação e, entretanto, foi visitado por Mattarella.Já tiveram alta do Serviço de Urgência do Policlínico de Modena três feridos, todos italianos. Uma jovem de 22 anos com traumatismo craniano, um homem de 30 anos com ataque de pânico e um homem de 47 anos com ferimento por corte. Este último é Luca Signorelli, o homem que primeiro travou Salim El Koudri, tendo ficado ferido no confronto, explica a ANSA.Os ataques que utilizam veículos para se dirigirem a multidões têm-se tornado cada vez mais comuns em todo o mundo. Alguns foram classificados como ataques terroristas.Os procuradores italianos disseram apenas que estavam a tentar determinar os motivos de El Koudri. O vice-primeiro-ministro italiano de extrema-direita, Matteo Salvini, que lidera o partido anti-imigração Liga, apelou no domingo, numa publicação no X, à revogação das autorizações de residência para aqueles que cometem crimes.Massimo Mezzetti, presidente da Câmara de Modena, disse que dois cidadãos de origem egípcia estavam entre os que tentaram deter El Koudri quando este tentava fugir.
Meloni e Mattarella visitam Modena depois de atropelamento que fez quatro feridos graves
A primeira-ministra italiana e o Presidente da República estiveram este domingo na cidade onde um homem de 31 anos atropelou deliberadamente várias pessoas numa zona central.










