O estudo da imagem e poder permite compreender a construção da imagem das lideranças políticas que ocupam e/ou ocuparam cargos executivos nos Estados Unidos da América. Ao serem trazidas para a tela as figuras da realidade, essas representações carregam a intencionalidade daqueles que participam da produção e a financiam. Ao apresentar uma figura como a de Donald Trump, seja em um documentário, seja em uma versão romanceada, dificilmente a reprodução corresponderá com a figura real. O que motiva determinadas escolhas cinematográficas, como o aumento da trilha sonora ou o foco da câmera? São involuntárias ou conscientes? Qual contexto sociopolítico no qual a produção se deu? Quanto tempo de tela mereceu um determinado fato em relação a outro? Responder a essas questões é fundamental na análise de uma obra audiovisual.

Nesse contexto foram analisadas as obras audiovisuais sobre o presidente dos EUA: os documentários Trump: Um Sonho Americano e Trump’s Presidency: The First Year as It Happened, da rede australiana 7News Australia (disponível no YouTube) e o filme O Aprendiz, indicado a duas categorias no Oscar, que acompanham sua trajetória política desde a sua origem até a primeira gestão presidencial. Também será comentado o filme Era Uma Vez Um Sonho, baseado no romance autobiográfico de JD Vance, atual vice-presidente, que conta com nomes como Amy Adams e Gleen Close no elenco. Supõe-se, dessa forma, ampliar os vínculos entre imagem e política e expandir os limites da interpretação política e da representação política.