A Microsoft e a OpenAI afrouxaram os termos de sua parceria histórica, sinalizando um distanciamento crescente em uma relação que sustentou o boom da inteligência artificial.
Segundo medidas revisadas anunciadas nesta segunda-feira (27), a OpenAI poderá vender sua tecnologia de forma mais ampla, enquanto a Microsoft deixará de ter acesso exclusivo aos seus modelos.
As mudanças desfazem ainda mais elementos centrais da aliança entre as duas empresas, eliminando obrigações de compartilhamento de receitas para a Microsoft e dando à OpenAI maior flexibilidade para firmar acordos com outros provedores de computação em nuvem.
Os novos termos destacam a crescente separação entre a startup —que cresce rapidamente— e sua parceira de longa data, abrindo caminho para que a OpenAI aumente receitas, justifique sua avaliação de US$ 852 bilhões e avance rumo a uma oferta pública inicial (IPO) de grande porte.
Pelo acordo revisado, a Microsoft manterá sua participação de US$ 135 bilhões, permanecendo como a maior acionista da empresa. A OpenAI continuará pagando uma parcela de receitas à Microsoft por seus produtos e serviços até 2030, agora sujeita a um limite máximo. A empresa não detalhou esse teto, mas uma pessoa familiarizada com o assunto afirmou que ele provavelmente será definido anualmente.








