Como uma cena macabra saída de um de seus quadros vívidos, Frida Kahlo segura Diego Rivera nos braços enquanto ele morre aos pés de uma árvore vermelha. Suas silhuetas, emolduradas por cortinas azuis, encerram uma ópera dedicada ao relacionamento tumultuado do casal, com direção e coreografia da brasileira Deborah Colker.
A cena da morte de Diego Rivera na ópera dirigida por Deborah Colker – foto: Timothy A. Clary/AFP
Cantada em espanhol, O Último Sonho de Frida e Diego é apresentada pela primeira vez no Metropolitan Opera de Nova York a partir de quinta-feira, antes de uma transmissão internacional nos cinemas em 30 de maio.
A ópera, estreada em 2022, não é uma biografia, mas uma “fantasia”, disse a compositora americana Gabriela Lena Frank, que trabalhou com o dramaturgo cubano-americano Nilo Cruz.
A coreógrafa Deborah Colker criou um espetáculo com mais de 80 pessoas em cena, inspirada em ambos os artistas, mas especialmente no surrealismo de Frida. Onipresente, a dança exalta a partitura de Frank, recém-agraciada com o Prêmio Pulitzer por outra composição.







