Sete presidentes dos Estados Unidos visitaram a China em compromissos oficiais, segundo o Departamento de Estado americano. O primeiro, Richard Nixon, chegou ao país em 1972 em meio à Guerra Fria, em um movimento de aproximação para fazer contraponto à União Soviética. A visita foi descrita como o pavimento da normalização diplomática entre os países anos depois.
Após o republicano, somaram-se Gerald Ford, Ronald Reagan, Bush pai, Bill Clinton, Bush filho, Barack Obama e, então, Donald Trump. Apesar da lista de líderes americanos que fizeram o mesmo movimento, o atual presidente é o único que chega ao país em desvantagem, uma dissonância que pesa até sobre o próprio passado.
Quando viajou à China pela primeira vez, em 2017, chegava em clara primazia. Foi recebido com pompa e circunstância em um evento que os próprios chineses chamaram de "state visit plus", algo como uma visita de Estado reforçada.
Pequim, sem entender ao certo qual seria a abordagem diplomática do então forasteiro em seu primeiro governo, atuou para agradar. E a recepção, aos olhos dos governos e analistas, foi grandiosa.
O regime chinês seguirá recebendo chefes de Estado americanos com louvor —afinal, pesa sobre a relação sua mais importante troca comercial e política. Dessa vez, porém, com uma recepção mais modesta e até horizontal. Trump vem em condição excepcional, e Xi sabe disso.












