O Ministério Público do Peru solicitou a prisão do candidato presidencial Roberto Sánchez, por supostamente ter fornecido informações falsas ao órgão eleitoral do país sobre contribuições de campanha entre 2018 e 2020, anunciou a Procuradoria-geral nesta quarta-feira (13).
Com a apuração do primeiro turno ainda em andamento, Sánchez figura no segundo lugar, o que lhe garantiria o espaço no segundo turno. Em uma disputa acirrada com o terceiro colocado, o candidato de extrema-direita Rafael López Aliaga, os 99,941% dos votos apurados ainda não permitem cravar quem enfrentará Keiko Fujimori no pleito final.
A denúncia contra Sánchez apontou inconsistências nos relatórios financeiros do partido do líder de esquerda, Juntos pelo Peru, durante as campanhas para eleições regionais e municipais das quais ele participou, segundo um documento divulgado pela imprensa local e cuja autenticidade foi confirmada à agência AFP pelo Ministério Público.
"Roberto Sánchez é acusado dos crimes de prestar declarações falsas em processos administrativos e de falsificar informações sobre contribuições e rendimentos de organizações políticas", afirma a denúncia. A promotoria solicitou uma pena de cinco anos e quatro meses para o candidato e, segundo a mídia local, pediu sua desqualificação como candidato.












