O órgão de inteligência da China alertou que a IA (inteligência artificial) pode representar um risco para a segurança política e social do país, sinalizando uma preocupação crescente em Pequim de que o rápido avanço da tecnologia possa ser explorado contra a China.
Em sua primeira manifestação pública sobre inteligência artificial, o Ministério da Segurança do Estado detalhou, no domingo (13), as ameaças apresentadas pela tecnologia, incluindo riscos às defesas cibernéticas do país, a dados sensíveis e ao aparato militar.
"Forças hostis e pessoas com segundas intenções estão abusando de tecnologias de IA generativa, como áudios e vídeos deepfake, textos e imagens gerados por IA e 'exércitos inteligentes de trolls', para fabricar rumores políticos, disseminar informações nocivas e incitar sentimentos de divisão de forma barata e em grande escala", disse Chen Yixin, ministro da Segurança do Estado.
"Essas atividades constituem um ataque à opinião pública e uma guerra cognitiva contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", acrescentou.
A declaração representa uma ampliação significativa da discussão pública de Pequim sobre a segurança da inteligência artificial. Normalmente, o debate é conduzido pelo principal órgão regulador do setor, a Administração do Ciberespaço da China, e concentra-se em questões regulatórias e técnicas.











