Presidente minimiza preocupações com IA enquanto CEOs pedem desaceleração da tecnologia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhado de Larry Ellison, cofundador e presidente executivo da Oracle Corp., Junichi Miyakawa, diretor executivo da SoftBank Corp., e Sam Altman, diretor executivo da OpenAI Inc., anuncia, na Sala Roosevelt da Casa Branca, uma joint venture para financiar infraestrutura de inteligência artificial (IA) no valor de US$ 500 bilhões — Foto: Aaron Schwartz/Sipa/Bloomberg O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo que “forças muito negativas” estão levantando questões sobre a inteligência artificial (IA) que não se concretizarão, e afirmou querer garantir que os Estados Unidos permaneçam líderes do setor. “Estamos à frente da China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA, vence tudo”, disse Trump a repórteres em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado se o setor de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentado. “Podemos estabelecer salvaguardas. Podemos fazer isso ou aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas levantando essa questão, forças que não deveriam estar fazendo isso, e elas estão mencionando coisas que não vão acontecer.” Trump tem resistido a alimentar preocupações sobre a IA. Seus comentários mais recentes surgem após uma semana de apreensão nos Estados Unidos, desencadeada por dois pesquisadores da Anthropic que alertaram que a rápida evolução da inteligência artificial poderia levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante. Durante seu mandato, a administração Trump tem, em grande parte, apoiado as empresas de IA. Esses líderes do setor e outras empresas de tecnologia também apoiaram as iniciativas de Trump. No entanto, no início deste ano, o Pentágono alertou para os riscos associados ao modelo da Anthropic. Após os alertas dos pesquisadores, alguns diretores-presidentes de empresas de IA estão defendendo a desaceleração do avanço dos modelos. No sábado, o diretor-presidente da Anthropic, Dario Amodei, apresentou uma proposta de três etapas destinada a controlar o ritmo de desenvolvimento e criar mais tempo para gerenciar os riscos envolvidos. Jacob Coxon, um dos pesquisadores da Anthropic que pediu demissão e emitiu os alertas, defendeu que os Estados Unidos trabalhem com outros países para garantir um ritmo adequado. “Sinto que precisamos de coordenação internacional; caso contrário, corremos o risco de entrar na mesma corrida contra a China, o que poderia ser igualmente perigoso”, disse Coxon no programa “Meet the Press”, da NBC.