Sabiam poucas letras autorais da banda e aproveitaram o show para comprar mais bebidas ou fazer fotos do look dia embaixo da roda-gigante que fica em frente ao palco. Gilsons recebe Olodum A apresentação também foi prejudicada pelo som baixo para quem estava depois da primeira torre de som. “Daqui a pouco nossos convidados chegam”, avisou o grupo, como quem estava guardado o melhor para o momento seguinte. Daí apresentaram “Pra gente acordar” e “Proposta”, ambas de 2022, numa tentativa de tirar o público da inércia. Não conseguiram. Olodum e Daniela bagunçando tudo Mas, para quem achou que tudo estava perdido, calma, havia salvação. O Olodum subiu ao palco do Sunset após pouco menos de quinze minutos do início do show, e com um aviso: “A gente vai começar agora uma bagunça boa”. Gilsons se apresentam com Olodum no Rock in Rio 2026 — Foto: Anderson Bordê/Agnews Com seus tambores coloridos e um samba-reggae ancestral e inconfundível, engataram “Nossa Gente (Avisa lá)” (1992) com “Deusa do amor” (1992). Mais na frente mostraram “Faraó” (1987), ouvindo de volta um grande coro da plateia nos refrões: “Êêêê faraó”. O Olodum está no centro da história dos Gilsons. Não por acaso, “Várias Queixas”, maior sucesso da banda, veio justamente do repertório do bloco. Esta, claro, foi apresentada na sua versão “peace and love” dos Gilsons, não podendo ficar de fora de nenhum de seus shows. A versão do trio, lançada em 2019, foi a que mais ajudou a projetá-los nacionalmente. Pouco depois, não sobrou para ninguém, foi a vez de Daniela Mercury dar o nome. Sua entrada foi a mais comemorada pelo público e o grande momento do show. Entrou caminhando, vestia um vestido rendado branco e usava seus cabelos cacheados soltos. Gilsons se apresentam com Daniela Mercury no Rock in Rio 2026 — Foto: Anderson Bordê/Agnews Bastou os primeiros versos estridentes de “Nobre Vagabundo” (1996) para o público vir junto: “Quanto tempo tem para matar essa saudade. Meu bem, o ciúme é pura vaidade”. Ela entrou e não saiu mais. Dominou aquele espaço durante todo o tempo em que esteve no palco. “Viva o axé, viva a música brasileira, viva a democracia, a gente vai sair dessa”, repetiu. A baiana cantou ainda um de seus maiores hits, “Swing da Cor” (1991), ao lado do Olodum. No embalo da música, fez os Gilsons rebolarem ao seu redor. “Vocês me prometeram, meninos”, brincou, cobrando que o trio se soltasse mais no palco. Ao final, a apresentação da música ainda contou com a entrada de uma pessoa fantasiada de cavalo preto, em referência à cinebiografia "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Com reais de brincadeira enfiados na cintura, ela jogava dinheiro para o alto pelo palco. Esta foi a terceira participação dos Gilsons no Rock in Rio. Daniela também chegou à terceira edição, depois de 2001 e 2024. Para o Olodum, foi a segunda passagem pelo festival, após o encontro com o BaianaSystem em 2024. Em um show que começou morno, José, Francisco e João Gil conseguiram entregar bons momentos: quando não estavam sós no palco. Olodum se apresenta com Gilsons no Rock in Rio 2026 Anderson Bordê/Agnews — Foto: Anderson Bordê/Agnews — Foto: Arte/g1
Gilsons no Rock in Rio: Daniela Mercury e Olodum salvam o show | G1
Com participações de Daniela Mercury e Olodum, Gilsons superam início morno e problemas de som para animar o público no Palco Sunset do Rock in Rio.












