Artista, que mistura trap com música originária e folclore argentino, desponta como uma das maiores revelações recentes no país 'hermano' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A assistente financeira argentina Laura Hassan, fã de Milo J, no Rock in Rio 2026 — Foto: Camila Araujo/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O jovem artista de 19 anos, que viralizou no TikTok em 2022, estreou no palco Supernova. Ele apresentou canções de seu álbum mais recente. A apresentação misturou trap e hip-hop com ritmos tradicionais argentinos, como a chacarera. Essa fusão musical atraiu famílias que vivem no Brasil. Para o público, as letras profundas do rapper ajudam a resgatar a identidade cultural. Alguns fãs relataram que o show estimula o aprendizado do espanhol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O cantor e compositor argentino Milo J, de 19 anos, mobilizou fãs conterrâneos para o seu primeiro show no Rock in Rio, neste sábado, no palco Supernova. Ele viralizou no TikTok em 2022 com a música “Milagrosa”, quando ainda era adolescente, aos 15 anos. Entre o público do Rock in Rio, era comum encontrar argentinos e pais acompanhando os filhos ainda pequenos. A família de Romina Montero, de 46 anos, que mora em Búzios, veio ao Rio especialmente para ver o artista, que descobriram através do filho Yasser, de 12 anos. — Nosso filho escutou uma vez no TikTok e ficou muito fã. Aí a família toda começou a consumir as músicas dele. Ele tem profundidade em cada letra, não tem como não gostar. Ele traz a música originária argentina e misturou com outros ritmos. Ele entendeu que essa cultura estava um pouco perdida e fez um resgate. Quando a gente viu que ele vinha para o Brasil, a gente comprou o ingresso e chegamos cedo para garantir o lugar — conta Romina. A assistente financeira argentina Laura Hassan, que também mora em Búzios, levou o filho de 5 anos, que também é fã do cantor. As duas aguardavam o show na grade do palco Supernova, à espera de ouvir os sucessos do último álbum lançado em 2025, "La Vida era más corta". — Acompanhamos o Milo desde o início dele, quando ele fazia rap, trap, hip-hop. Tem muito tempo. Ele é muito novo, mas as músicas são ótimas. Está sendo maravilhoso viver isso com o meu filho. A gente escutou muito as músicas do último álbum dele, queremos muito ver aqui — conta Laura. A família de Romina Montero, de 46 anos, que mora em Búzios, veio ao Rock in Rio especialmente para ver o artista — Foto: Camila Araujo/Agência O Globo Ao longo do show, o público cantava e vibrava a cada nova música do artista, que fez questão de conversar com o público e se apresentar para quem não o conhecia. Com frequência, puxavam o nome “Milo” em coro, nos intervalos. A banda, com teclado, bateria, percussão, violão, violino e voz, mistura trap com elementos da música tradicional argentina, como a chacarera e o folclore. É justamente isso que encantou pai e filho, Tauã Ramiro, de 46 anos, e Dimitri, de 12. — Despertou as nossas raízes argentinas. Minha mãe nasceu lá e toda a família por parte dela é de lá. Essa história do futebol, do racismo, acabou afastando a gente da Argentina. O Milo vem com essa proposta de pegar vários temperos da América Latina. Acho que isso foi essencial e a gente se sentiu muito mais conectado — relata Tauã. Pai e filho, Tauã Ramiro, de 46 anos, e Dimitri, de 12: fãs de Milo J, no Rock in Rio 2026 — Foto: Camila Araujo/Agência O Globo O filho, Dimitri, de 12 anos, disse que gostou do artista pelo mesmo motivo: — Acho que me conecta com a América Latina. Eu gosto porque estou aprendendo outro idioma, e ele canta e estimula a minha mente a aprender. Aprendi novos sentimentos, novas palavras — contou o adolescente, que tem uma banda na escola.
Rapper Milo J atrai comunidade argentina para show no Rock in Rio: 'Profundidade em cada letra', exalta fã
Artista, que mistura trap com música originária e folclore argentino, desponta como uma das maiores revelações recentes no país 'hermano'







