Astro colombiano do reggaeton se apresenta no Palco Mundo neste sábado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 J Balvin — Foto: Divulgação O colombiano J Balvin não pretende economizar. “Vai ser hit atrás de hit”, diz ele, sobre o show que prepara para o Palco Mundo do Rock in Rio hoje, a partir das 19h. No ano passado, quando esteve no line-up do The Town, em São Paulo, também foi assim. Enfileirou “Mi gente” (primeira música cantada integralmente em espanhol a ser Top 1 Global do Spotify, em 2017, que ganhou até versão de Beyoncé), “Ginza”, “Loco contigo”e “Downtown”, canções que colocaram o pop urbano latino, especialmente o reggaeton, em lugar de destaque nas playlists globais. — Antes de nós, houve Ricky Martin, Enrique Iglesias, Shakira e muitos artistas que estavam abrindo caminho, mas o salto deles para o mercado internacional foi cantar em inglês — diz o músico em entrevista ao GLOBO por chamada de vídeo, enquanto platinava os cabelos num salão em Nova York, onde vive. — Posso dizer que sou realmente parte daqueles revolucionários do tipo: “Não vou fazer música em inglês, vou continuar em espanhol até que eles nos escutem”. Faço parte da globalização do reggaeton e, depois, também vieram mais cantores para o jogo e deram um impulso extra. Nascido em Medelín há 41 anos, José Álvaro Osorio Balvin vem construindo uma carreira justamente se aliando a nomes mais ou menos consagrados. Apareceu nas paradas em 2014, num feat. com o porto-riquenho Farruko. Três anos depois, se juntou ao DJ francês Willy William para “Mi gente”, sua primeira grande explosão. Depois, veio todo o mundo: de Cardie B. a Bad Bunny (com quem ele lançou, inclusive, um álbum inteiro, “Oasis”, em 2019), passando por Rosalía (“Con altura” ajudou a projetar a espanhola no pop global) e Black Eyed Peas. —Não busco nenhuma parceria musical por causa de gravadora — garante. — Faço colaboração porque amo e respeito os artistas. No Brasil, ele é apaixonado por Anitta, “uma das amigas mais próximas”. A relação entre os dois começou em 2016, quando ela fez um remix de “Ginza”, lançado somente no Brasil. Um ano depois, entraram juntos em estúdio para gravar “Downtown”, primeira música da carioca a figurar no Top 50 Global do Spotify, na época, na 39ª posição. Em 2019, com Tropkillaz (dos produtores brasileiros André Laudz e Zé Gonzales), os dois fizeram “Bola rebola”. — Adoraria tê-la no show, mas essa moça também é superocupada (risos) — diz o colombiano, que já ouviu e curtiu o mais recente trabalho dela, “Equilibrivm”. — Escutei umas vibes diferentes, tipo pagode. Ela não teve medo de ousar. Outro brasileiro parceiro é Pedro Sampaio, que se apresenta antes dele no Palco Mundo, às 16h40. Os dois gravaram “Perversa” em 2025, a primeira parceria internacional do DJ brasileiro. — Amo o projeto que o Pedro Sampaio está fazendo. Ele tem dado muita chance para novos artistas — diz Balvin, sem confirmar se cantam juntos hoje ou não. — As pessoas vão ficar muito felizes com convidados especiais que teremos. J Balvin no show do The Town em 2025 — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo Amigo do ‘Coelhão’ Balvin também é do tipo que aprecia projetar novos artistas. O mais recente é Ryan Castro, rapper de sucesso na Colômbia que agora ganha o mundo no álbum conjunto com com Balvin. “Omertá”, lançado em maio deste ano, é o primeiro disco do reggaetonero com um conterrâneo e uma grande ode à identidade cultural das ruas de Medelín. —As pessoas sempre me perguntavam: “Por que você nunca fez um álbum colaborativo com um colombiano?”, já que eu fiz um com o Bad Bunny, que é de Porto Rico. Era bem simples: nunca tinha encontrado a pessoa certa — diz Balvin. —Sempre fui um grande fã de novos artistas e, quando ouvi Ryan, levei um tempinho para entender o som, mas, assim que o conheci, me apaixonei pela música e pela personalidade ele. Eu o amo como se fosse um filho ou um irmão mais novo. Por falar em Bad Bunny, Balvin foi um dos muitos artistas convidados pelo porto-riquenho para participar da turnê “Debí tirar más fotos”, que rodou o mundo entre novembro de 2025 e julho deste ano. A primeira aparição, na Cidade do México, emocionou os fãs de música latina, porque as histórias de que havia uma rixa entre os dois pós-álbum eram fortíssimas. No último dos oito shows que fez no México, Bad Bunny disse: “Eu te respeito, te amo muito, e, se em algum momento falhei em alguma coisa, já pedi desculpas”. — Nunca foi uma briga ou algo do tipo— diz Balvin, que também esteve no show do amigo em Paris. —Meses antes, tivemos uma conversa linda, por várias horas. Quando o conheci, ele tinha 20 e poucos anos, agora tem 31, é um homem feito. Digo de um jeito puro e honesto que fico feliz pelo que ele está fazendo pela nossa cultura. E foi bonito ver que ainda temos essa química (no palco).
J Balvin celebra show no Rock in Rio e relação com Anitta: 'Uma das amigas mais próximas'
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