Sábado (12) reúne atrações com baixo índice de rejeição, como os locais Pedro Sampaio, Criolo e João Gomes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Maroon 5 e Demi Lovato retornam ao palco do Rock in Rio em 2026 — Foto: Guito Moreto, Alexandre Cassiano / Agência O Globo Chega aí, Maroon 5! Hoje tem música dançante e clima familiar no Rock in Rio, a começar pelo sexteto de Los Angeles, fundado em 1994 como Kara’s Flowers, bandinha punk-pop que não foi muito adiante. Depois da transição para o pop-rock, o mundo e o Brasil conheceram muito bem o galã Adam Lavine e seus amigos: contando com os shows de anteontem, em Salvador, e de terça-feira, em São Paulo, o Maroon 5 já fez mais de 30 apresentações em solo brasileiro desde a estreia, em 2004, quando se apresentaram nos modestos Garden Hall, no Rio, e DirecTV Music Hall, em São Paulo — duas casas já falecidas. Hoje, a banda de “Moves like Jagger”, “Animals” e “This love” lidera um elenco leve e eclético, que pretende aprontar um sábado sacolejante na Cidade do Rock. — O dia é uma provocação sobre o que é o pop — define o curador Zé Ricardo. — O pop é uma caixa em que a gente coloca os artistas quando eles têm uma comunicação de massa. Isso, por um tempo, foi considerado um estilo musical, mas o João Gomes é um dos artistas mais pops do Brasil hoje; o J Balvin é pop; o Mumford & Sons é pop, e são artistas de estilos totalmente diferentes. ‘Brazil, I’m devastated’ Se o Maroon 5 — aquele mesmo que tocou em duas noites seguidas no Rock in Rio de 2017 depois que Lady Gaga, “devastated”, cancelou sua apresentação — tem público em diversas faixas etárias, Demetria “Demi” Devonne Lovato, nascida em Albuquerte, no Novo México, em 1992, já fala para um público mais jovem, ainda que não adolescente como os astros do K-pop de ontem (mais na página 2). A cantora de 34 anos, que começou como estrela adolescente em séries da Disney — com direito a problemas emocionais e psiquiátricos, infelizmente comuns entre artistas que iniciam cedo a vida de popstars, como Britney Spears e Miley Cyrus, bem documentados em suas canções —, parece estar em uma fase feliz, casada com o músico canadense Jutes e promovendo o disco “It’s not that deep”, lançado no ano passado, voltado para o pop dançante, diferente do roqueirão “Holy fvck” (2022), um dos pontos altos de uma carreira discográfica iniciada em 2008, com “Don’t forget”. Show da banda Maroon 5 no Palco Mundo do Rock in Rio VII, em 2017, na Cidade do Rock — Foto: Márcio Alves / Agência O Globo O Palco Mundo do sabadão é forte: tem ainda o astro colombiano J Balvin (mais na página 3) e sua coleção de sucessos com mais de um bilhão de plays no Spotify, como “I like it”, “Downtown”, “La canción” e “No me conoce”; e o príncipe do funk Pedro Sampaio, vindo de uma apresentação consagradora no Rock in Rio Lisboa, em junho, quando seu “Cavalinho” botou o Parque do Tejo inteiro a cavalgar. O Palco Sunset começa, às 15h30 — é sábado, todo mundo pode chegar cedo — com o encontro de Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago. — Queremos contar a história desse jovem de Pernambuco (Amaro), que toca esse piano, e mostrar por que o coração dele é tão lindo e por que o piano dele é tão incessantemente inventivo e questionador — diz Criolo, com a carga poética de sempre. — E também a história desse menino, Dino d’Santiago, cuja família foi de Cabo Verde para Portugal atrás de dias melhores. Ele cresce ali, abraçado pela música, em território europeu, cantando a tradição de seu povo. “Criolo, Amaro & Dino” é o nome do projeto, que tem o sonho de continuar, a depender de convites, segundo o rapper paulistano. Mais dois encontros prometem sacudir o Sunset: o bombadíssimo João Gomes, o rei do piseiro, une-se à Orquestra Brasileira para cantar sucessos como “Meu pedaço de pecado”, “Dengo” e “Se for amor”em novas versões; antes deles, os Gilsons vão às origens baianas de Gilberto Gil para receber Daniela Mercury (pé-quente que participou da gravação do samba vitorioso da Mangueira para 2027) e o Olodum. O clima baiano e de outras partes do Nordeste chega aos outros palcos com a Timbalada no Favela e Mestrinho no elegante Global Village, que ainda terá Hamilton de Hollanda e Badi Assad. A noite no Sunset acaba com uma das bandas mais interessantes surgidas neste século, o britânico Mumford & Sons, que envenena a música folk para produzir sucessos como “I will wait” (do filme de animação “The book of life”), “Little lion man” e “The cave”. Como se já não tivesse para todo mundo, Alok volta, desta vez no New Dance Order, com o projeto “Rave the world”, e o badalado rapper argentino Milo J aparece no Supernova. Se a chuva deixar, um sábado com direito a toalha de piquenique.
Do habitué Maroon 5 ao pop-rock de Demi Lovato: Os destaques do 'dia dançante' do Rock in Rio 2026
Sábado (12) reúne atrações com baixo índice de rejeição, como os locais Pedro Sampaio, Criolo e João Gomes






