Medida visa ampliar transparência sobre investigações relacionadas ao caso Master 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Flávio Bolsonaro durante mobilização no Senado para evitar votação da PEC que acaba com a escala 6x1 — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira o levantamento total do sigilo de processos relacionados ao caso Master. Em manifestação posterior, que ainda será analisada pelo ministro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que a medida alcance também processos que tratam de investigações sobre o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o senador Jaques Wagner (PT-BA). As peças desses inquéritos continuam em sigilo até o fim da tarde desta sexta-feira. Fachin fez uma ressalva para que sejam liberados procedimentos com "diligências em andamento ou a serem realizadas", para os quais "se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade". O inquérito que mira Flávio diz respeito ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, o senador foi o "interlocutor direto" com o banqueiro Daniel Vorcaro para pleitear recursos, que seria "geridos" depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Os dois negam as irregularidades. Já o processo sobre Ciro Nogueira trata da suposta atuação dele no Congresso em prol de Vorcaro e do Banco Master. A PF aponta que houve o pagamento de vantagens financeiras ao senador - o que ele nega veementemente. Em relação a Cláudio Castro, o inquérito trata de supostas irregularidades no aporte de R$ 3,6 bilhões que o Rioprevidência, fundo dos servidores do Rio, repassou ao Banco Master. Os investigadores dizem que houve uma manobra na direção do fundo para viabilizar as operações consideradas de alto risco. Castro também nega as irregularidades. O inquérito de Wagner, por sua vez, trata da sua relação próxima com o ex-sócio do Master Augusto Lima. Os investigadores apontam que houve suposto pagamento de vantagens financeiras, com repasses a uma empresa de seus familiares e aquisição de um apartamento de luxo em Salvador. O petista nega qualquer ato ilícito e benefício dado ao Master. A decisão de Fachin acolhe a um pedido do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. Ele apontou que parte dos procedimentos relacionados à investigação mais ampla da Compliance Zero (o caso Master) não estava incluída na lista de processos, cujo sigilo foi pelo ministro do STF André Mendonça na noite desta quinta-feira.
Investigações sobre Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner podem ter sigilo retirado após pedido da PGR
Medida visa ampliar transparência sobre investigações relacionadas ao caso Master













