Com a nova licença, a fintech passa a ter mais “capacidade de testar coisas novas”, diz seu CEO Henrique Weaver 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 CEO da Pagaleve, Henrique Weaver — Foto: Divulgação A empresa de “buy now, pay later” (BNPL) Pagaleve recebeu autorização do Banco Central (BC) para atuar como instituição de pagamento (IP), nas modalidades de emissor de instrumento pós-pago e Iniciador de Transação de Pagamento (ITP). A fintech trabalha com parcelamento de compras via Pix. Segundo a companhia, na prática, a autorização não altera a experiência dos clientes. A Pagaleve já atuava como emissora de instrumento pós-pago, mas estava dispensada de licença em razão de sua volumetria. A fintech entrou com o pedido de autorização em junho de 2025, antes, portanto, das novas normas do BC que passaram a exigir licença independentemente da volumetria. Na função de ITP, a fintech atuava por meio de um parceiro. “A diferença é que, agora, a gente não precisa mais de um parceiro para fazer isso, a gente consegue fazer por conta própria”, explicou o CEO da Pagaleve, Henrique Weaver. Por ora, porém, a empresa pretende continuar operando com o parceiro. “A gente só, de fato, vira a chave e começa a fazer sem auxílio de parceiro quando a gente ver que está fazendo uma solução que é igual ou melhor do que a gente conseguiria dele”. Com a nova licença, a Pagaleve passa a ter mais “capacidade de testar coisas novas”, segundo Weaver. “A gente tem uma agenda evolutiva de novas funcionalidades que estamos continuamente implementando, tanto para o lado do parceiro varejista, quanto para o lado do consumidor.” Em relação às novas exigências que tem que atender enquanto uma instituição regulada, como capital mínimo, governança e controles internos, a fintech afirma que já atendia aos requisitos antes da obtenção da licença. Em julho, menos de cinco anos após o início de suas operações, a Pagaleve atingiu US$ 100 milhões em receita anualizada. “A gente é uma das fintechs mais rápidas do mundo a atingir esse patrimônio. [...] Mais rápido que um monte de referências globais”, afirmou o CEO. “Agora vai ser uma questão de meses, e não anos, para dobrar isso, para US$ 200 milhões.” À frente, a fintech deve ampliar a equipe, que hoje conta com 200 funcionários. “Tem uma progressão natural e um aumento natural do tamanho do time. Os times de tecnologia, produto e dados, acho que são os que mais crescem”, contou. Segundo ele, a Pagaleve tem investido “desproporcionalmente” em tecnologia, devido à importância da área para o negócio. Outra novidade é que a fintech começa a escalar sua operação em lojas físicas. A Pagaleve atua principalmente no comércio eletrônico, com parcelamento via Pix, mas, desde o ano passado, passou a testar a solução em estabelecimentos físicos. A tecnologia se conecta diretamente aos sistemas dos lojistas, sem necessidade de integração com adquirentes. Atualmente, a operação está presente em 200 lojas, majoritariamente em São Paulo, mas também em outras localidades do país. Segundo Weaver, a solução para o varejo físico deve começar a ganhar escala. “Agora, a gente intensifica muito mais, mas uma loja física é bem diferente de quando a gente pensa nos nossos dez mil varejistas on-line”, afirmou. “O ponto mais importante é que realmente o potencial é enorme.” A análise de crédito da Pagaleve é feita por compra, considerando o perfil do cliente e o produto adquirido. O modelo, que, segundo a fintech, resulta em inadimplência controlada no comércio on-line, é semelhante no varejo físico. “Tem um lado operacional que é diferente, mas, em termos da parte de processamento, das relações, de análise de risco, ficou surpreendentemente parecido com o que a gente viu no mundo on-line”, disse o executivo, com base nas informações do primeiro ano de teste no varejo físico. Atualmente, a Pagaleve registra, em média, 400 mil novos consumidores por mês utilizando sua solução. O ticket médio das compras é de R$ 300. O volume total de pagamentos (TPV) anualizado, com base em julho, foi de US$ 1 bilhão.
Pagaleve obtém licença de instituição de pagamento
Com a nova licença, a fintech passa a ter mais “capacidade de testar coisas novas”, diz seu CEO Henrique Weaver






