O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou nesta sexta-feira (11) uma representação à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo a investigação de contratos firmados pelo Instituto Iter, fundado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, com órgãos públicos de São Paulo.

A peça também pede que, após diligências preliminares, sejam quebrados os sigilos bancário e fiscal do instituto, de seus sócios e dirigentes e de empresas a eles relacionadas. O objetivo é verificar quem foi o beneficiário econômico dos recursos públicos recebidos pela entidade, segundo o parlamentar que é próximo de Lula e foi líder do PT na Câmara no ano passado.

A assessoria do Instituto Iter foi procurada pela coluna, mas não respondeu.

A representação cita dois contratos, ambos firmados sem licitação. Um deles, de cerca de R$ 1,63 milhão, foi celebrado com a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), ligada à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. O outro, de aproximadamente R$ 380 mil, foi assinado com a gestão Ricardo Nunes (MDB), por meio da Secretaria Executiva de Gestão e da Escola Municipal de Administração Pública.

O pedido ocorre poucos dias depois de Mendonça anunciar sua saída da sociedade do Iter, logo após a revelação de que a entidade faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em 2025, um ano depois de entrar em funcionamento.