Pesquisa mostra manutenção da vantagem do atual governador e um cenário desfavorável para o ex-ministro da Fazenda do governo Lula 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O governador Tarcísio de Freitas e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad — Foto: Edilson Dantas /27-02-2026 e Divulgação do Ministério da Fazenda /4-12-2025 Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue na liderança na disputa pela reeleição. O principal adversário, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), marcou 29% das intenções de voto no levantamento, contra 49% do governador. No último levantamento do Datafolha, divulgado em 21 de agosto, Tarcísio marcava 45% das intenções de voto, contra 27% de Haddad. Em julho a mesma pesquisa apontou 46% para o atual governador e 30% para o petista e em março, quando foi feito o primeiro levantamento do instituto neste ano, Tarcísio mantinha a dianteira, com 44% ante 31% do ex-ministro. No segundo pelotão aparecem outros três candidatos. Carlos Machado (PCB), com 3%, Policial Edjane (Agir), com 3%, Vera Lúcia (PSTU), com 2% e Vivian Mendes (UP), com 2%. Izadora Dias (PCO) marcou 1%. Brancos, nulos e os que afirmam que não votarão em nenhum candidato somam 8% e os indecisos são 3%. Em 2022, Tarcísio e Haddad se enfrentaram no segundo turno, quando o candidato do Republicanos venceu por 55,27% dos votos e foi eleito governador. Haddad conseguiu 44,73% dos votos válidos. Crise no STF: Haddad defende tirar 'laranjas podres' e Tarcísio elogia Fachin — Às vezes, você pensa que tem uma saída fácil para a política. “Ah, vou mudar de partido, vou trocar de roupa”. Na verdade, temos que corrigir as instituições brasileiras. Se o Supremo está errado, tira do Supremo quem está criando problema. Se a Polícia Federal tem alguma coisa errada, tira da Polícia Federal o policial que está fazendo errado. Isso vale para qualquer agremiação — afirmou Haddad. O presidente da Corte suspendeu decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino que haviam determinado, em sentidos opostos, o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. Fachin manteve o diretor-geral no cargo e centralizou na Presidência do STF a condução do impasse. — Nos últimos dias eu tenho criticado muito a falta de segurança jurídica, a falta de direção e hoje eu venho aqui para elogiar a postura do ministro aqui — afirmou Tarcísio. Na avaliação do governador, a decisão de Fachin representa uma tentativa de organizar o funcionamento do Supremo. — Eu acho que a decisão que ele tomou é, de certa forma, a decisão para botar um freio de arrumação, para trazer um pouco mais de segurança jurídica — disse. Tarcísio também afirmou que a crise tem afetado a imagem do Supremo e cobrou respostas da Corte. — A nossa torcida é que ele consiga superar essa crise porque é uma crise que está acertando em cheio a credibilidade do Supremo. A gente tem falado que não há justiça sem respostas. O Supremo tem que dar as respostas — afirmou.