O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em alta de 0,48%, o DAX, de Frankfurt, subiu 0,82%, o FTSE 100, de Londres, ganhou 0,39% e o CAC 40, de Paris, avançou 0,78% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As bolsas europeias encerraram esta sexta-feira (11) em alta, com queda nos preços do petróleo, mercado que passa, hoje, por uma realização de lucros, embora siga em patamares extremamente elevados. A melhora no apetite por risco no continente ocorreu em linha com os pares americanos. As bolsas de Nova York sobem, a despeito do aumento nas apostas de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião da semana que vem, após dados de inflação firmes para o mês de agosto. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em alta de 0,48%, aos 639,05 pontos. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,82%, aos 25.568,56 pontos, o FTSE 100, de Londres, ganhou 0,39%, aos 10.650,44 pontos, e o CAC 40, de Paris, avançou 0,78%, aos 8.179,77 pontos. Os setores bancário (+1,33%), de luxo (+1,01%) e de tecnologia (+0,85%) registraram alguns dos melhores desempenhos da sessão. Apesar do recuo nos preços do petróleo, não há sinais de arrefecimento na guerra entre os Estados Unidos e o Irã. O valor do barril segue em patamares elevados e alimenta os receios inflacionários, que parecem se alastrar pelas economias desenvolvidas. Após a alta nos juros pelo Banco Central Europeu (BCE), ontem, que contou com uma revisão para cima nas projeções de inflação e crescimento na zona do euro, o mercado precifica novas restrições no curto prazo. “Diante da recente resiliência da economia, da nova disparada nos preços de energia e da postura mais agressiva, esperamos, agora, que o BCE eleve a taxa de depósito em mais 25 pontos-base em dezembro, para 2,75%, levando as taxas para um território levemente restritivo”, disseram os economistas do Goldman Sachs. O banco também enxerga uma barreira baixa para que a autoridade monetária eleve os juros até 3%, com riscos inclinados nesta direção. “Um aumento é bastante possível já em outubro, caso persistam as pressões sobre os preços de energia, haja uma surpresa de alta nos dados de inflação de setembro ou surjam sinais precoces de efeitos de segunda ordem nas pesquisas do BCE, sobretudo se uma inflação mais forte nos EUA levar o Fed a optar por elevar as taxas”, afirmaram. Reflexo de painel de cotações na bolsa de valores em Paris, operada pela Euronext NV — Foto: Nathan Laine/Bloomberg