Os preços do petróleo recuam nesta manhã, o que traz certo alívio para as bolsas americanas, embora as incertezas no Oriente Médio permaneçam elevadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Placa de Wall Street — Foto: Michael Nagle/Bloomberg Os principais índices de ações de Nova York abriram em alta nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas recentes, enquanto os investidores repercutem a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de agosto, que veio em linha com o esperado em sua maior parte, mas num nível alto, reforçando a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) irá realizar um aperto monetário na semana que vem. Os preços do petróleo recuam nesta manhã, o que traz certo alívio para as bolsas americanas, embora as incertezas no Oriente Médio permaneçam elevadas. Por volta das 10h40 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,21%, aos 52.680,22 pontos, o S&P 500 tinha alta de 1,05%, aos 7.671,49 pontos, e o Nasdaq avançava 1,11%, aos 26.368,985 pontos. Todos os setores operavam no positivo, com comunicação (+1,73%), indústria (+1,23%) e tecnologia (+1,23%) liderando os ganhos da bolsa americana. Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o CPI subiu 0,4% em agosto em relação a julho e, no acumulado de 12 meses, registrou uma alta de 3,4%, ambos em linha com o esperado. O núcleo do índice subiu 0,3%, acima da expectativa de 0,2% e na comparação anual ficou 2,4%, dentro do esperado. Os dados reforçaram a percepção de que a inflação americana continua persistentemente elevada, consolidando a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) irá realizar um aperto monetário na semana que vem. Segundo o CME FedWatch Tool, que compila dados a partir dos futuros dos Fed funds, os operadores passaram a precificar 83,4% de probabilidade de uma alta de juros de 0,25 ponto percentual neste mês, ante 72,4% na véspera. Há uma semana, a porcentagem era de 59,4%. "O [núcleo do] CPI de agosto veio ligeiramente acima do esperado, mas o suficiente para reforçar o argumento a favor de uma alta de juros pelo Fed na próxima semana", comentam os economistas Alexandros Xenofontos e Dario Perkins, da TS Lombrd, em nota. "O Fed está diante de uma economia em que a demanda por trabalho está voltando a ganhar força, enquanto a inflação permanece desconfortavelmente acima da meta."