É a primeira vez desde o lançamento do índice de bilionários da Bloomberg, em 2012, que todas as dez primeiras posições são ocupadas por americanos, em sua maioria do setor de tecnologia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bernard Arnault, magnata francês do setor de artigos de luxo — Foto: Nathan Laine/Bloomberg O magnata francês do setor de artigos de luxo e dono da Louis Vuitton, Bernard Arnault, deixou o grupo das dez maiores fortunas do mundo, abrindo espaço para que uma lista formada exclusivamente por americanos, em sua maioria bilionários do setor de tecnologia, domine o ranking. O patrimônio de Arnault caiu para US$ 143 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index, fazendo com que o fundador do grupo LVMH ficasse atrás de Warren Buffett, filantropo de 96 anos e presidente da Berkshire Hathaway. Elon Musk lidera a lista com ampla vantagem, com uma fortuna de US$ 918,8 bilhões, seguido por empreendedores do setor de tecnologia, como Larry Page, Jeff Bezos, Sergey Brin e Michael Dell. É a primeira vez desde o lançamento do índice de fortunas, em 2012, que todas as dez primeiras posições são ocupadas por americanos. A queda de Arnault foi especialmente acentuada desde o início do ano. A fortuna do empresário de 77 anos encolheu US$ 65 bilhões, a maior redução entre as 500 pessoas mais ricas do mundo. A guerra no Oriente Médio atingiu duramente seus negócios, reduzindo a demanda em centros de compras como Dubai por marcas da LVMH, que vão de grifes como Dior, Louis Vuitton e Tiffany a bebidas alcoólicas de alto padrão, como o champanhe Dom Pérignon e o conhaque Hennessy. A empresa também enfrentou obstáculos na China, um mercado estratégico, onde uma disputa de marca registrada com um fabricante local de chá prejudicou as vendas. As ações da LVMH subiam 0,5% nas primeiras negociações em Paris nesta sexta-feira. No dia anterior, a empresa chegou a ser brevemente ultrapassada pela L’Oréal como companhia de maior valor de mercado da França. Enquanto isso, o índice S&P 500, que reúne ações de empresas americanas, acumula alta de 11% neste ano, impulsionado em parte pelas empresas de tecnologia, beneficiadas pela demanda relacionada à inteligência artificial. Arnault estava entre as dez pessoas mais ricas do mundo desde 22 de março de 2017, com uma breve e intermitente passagem pelo primeiro lugar a partir de dezembro de 2022. Ele foi a primeira pessoa de fora dos EUA — e o único magnata do setor de bens de consumo — a alcançar o topo do ranking, e ninguém o sucedeu nessa condição desde então. Essa conquista ocorreu em uma época muito diferente para o setor de luxo, quando os consumidores chineses ainda impulsionavam as vendas e empresas como a LVMH se beneficiavam da demanda reprimida por compras após o fim das restrições impostas pela pandemia. As ações da companhia atingiram um recorde em abril de 2023, mas desde então sofreram com a fraca demanda por produtos em mercados como a China, as incertezas provocadas pelas tarifas americanas e a queda no consumo de bebidas alcoólicas em alguns países. A fortuna de Arnault agora ocupa uma posição logo acima da de Jim Walton, herdeiro de segunda geração do Walmart. A sucessão está entre as principais questões que cercam Arnault e seus cinco filhos, de dois casamentos, todos funcionários da empresa de artigos de luxo. Pela primeira vez, os cinco participaram juntos de uma assembleia de acionistas, em abril, quando Arnault evitou responder a uma pergunta sobre quem o substituiria no cargo de diretor-presidente da companhia.
Bernard Arnault, dono da Louis Vuitton, deixa lista dos 10 mais ricos do mundo
É a primeira vez desde o lançamento do índice de bilionários da Bloomberg, em 2012, que todas as dez primeiras posições são ocupadas por americanos, em sua maioria do setor de tecnologia










