Del Valle impôs pressão alta na primeira etapa, mas não levou ameaças reais, e deixou brecha para rubro-negro alcançar placar dos sonhos na altitude 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Samuel Lino comemora gol de Bruno Henrique em Flamengo x Del Valle — Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP Que altitude, que nada. O Flamengo desce a “montanha” de Quito com um resultado dos sonhos e que o deixa muito próximo de uma nova semifinal de Libertadores. O empate diante do Independiente del Valle já seria lucrativo, mas o atual campeão da América construiu no segundo tempo uma vitória por 2 a 0 que dá muito conforto para o jogo de volta das quartas de final, na próxima quinta-feira, às 21h30, no Maracanã. O ídolo Bruno Henrique abriu o placar, e Léo Pereira fechou. Ainda faltam 90 minutos para definir o classificado, mas é difícil acreditar que o rubro-negro permitirá uma hecatombe diante de sua torcida — pode até perder por um gol de diferença. No ambiente caseiro do Olímpico Atahualpa, o Del Valle foi incapaz de fazer valer qualquer vantagem e sofreu dois golpes definitivos. Ainda assim, a altitude de 2.850 metros não deixou de ser um desafio. O rubro-negro chegou a Quito três dias antes do jogo, mas ainda precisou sobreviver, sobretudo no primeiro tempo. A perna pesou para a maior parte dos jogadores, por mais que o técnico Leonardo Jardim tenha apelado para uma formação titular mais móvel, com Bruno Henrique no lugar de Pedro no comando do ataque. Até o camisa 27 ser o herói do jogo, porém, o rubro-negro sofreu com uma pressão altíssima aplicada pelo Del Valle e não conseguiu ter controle da bola. O treinador adversário, Joaquín Papa, sobrecarregou as laterais com dois pontas bem abertos, e muitas bolas atravessavam a frente da meta de Rossi. Quando tinha a posse, o Fla engasgava nos contra-ataques, em noite ruim para nomes como Arrascaeta e Carrascal. No entanto, o Del Valle não estava pronto para transformar o domínio físico em gols. A maior parte das jogadas foi de cruzamentos, e a chance mais perigosa foi um chute na trave de Charli González, atacante paraguaio que precisou ser substituído no intervalo por causa de uma dor muscular na perna esquerda. Bruno Henrique comemora o gol pelo Flamengo na Libertadores — Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP Então a partida virou. Antes, o Flamengo executava o jogo que era possível para não ficar de peito aberto e sofrer gols, enquanto esperava surgir a chance de machucar o adversário. A moeda “caiu para cima” na marca dos 15 minutos do segundo tempo, quando Jorginho conduziu contra-ataque repentino, que terminou com Samuel Lino cruzando rasteiro para Bruno Henrique estufar as redes. Com a vantagem, Jardim tirou Carrascal e Arrascaeta para dar mais fôlego à equipe com as entradas de Lucas Paquetá e Plata — de volta após a negociação fracassada com o Dínamo de Moscou-RUS. Um dos principais destaques foi Ayrton Lucas, impecável afastando bolas perigosas na segunda trave, principalmente quando o Del Valle começou a tentar correr atrás do prejuízo. Sem conseguir atacar organizadamente, os equatorianos viram o Flamengo ampliar. Aos 29 minutos, Léo Pereira recebeu cruzamento de Emerson Royal e cabeceou para fechar o placar. O rubro-negro impôs uma derrota inédita ao clube equatoriano, que nunca havia perdido um jogo de mata-mata de Libertadores como mandante. Em 40 jogos nessa condição no torneio, só perdera duas vezes, para o Palmeiras, nas fases de grupos de 2021 e 2024. Neste domingo, às 17h30, o Flamengo volta a focar no Brasileirão e tenta seguir na liderança recebendo o Corinthians no Maracanã.