Índice aponta deterioração pelo 12º ano consecutivo; Rússia aparece na última colocação e Argentina perde 20 posições 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Playa Mansa em Punta del Este, no Uruguai — Foto: Ana Ferreira/Bloomberg Quais são os países mais seguros e os mais inseguros para viver? O Índice Global da Paz 2026, divulgado em junho, responde à pergunta a partir de uma série de indicadores que medem diferentes aspectos da segurança e da estabilidade em 163 países e territórios. Produzido anualmente pelo Instituto para a Economia e a Paz (IEP), o índice é publicado desde 2007. A edição de 2026 considera cerca de 99,7% da população mundial e utiliza 23 indicadores relacionados à chamada “pacificidade”, como criminalidade, terrorismo, manifestações violentas, relação com países vizinhos e situação política. O levantamento também mostra como o cenário global da paz mudou ao longo do último ano e permite comparar a situação dos países. A lógica da classificação é simples: quanto menor a pontuação, maior o nível de paz registrado pelo país. Qual é o país mais pacífico do mundo? A Islândia aparece na primeira colocação, posição que ocupa pelo 19º ano consecutivo. O país registrou pontuação de 1,161 e apresentou uma melhora de 2% no nível de paz no último ano. O ranking relaciona o desempenho islandês à ausência de forças armadas permanentes, às baixas taxas de criminalidade e à forte coesão social. Veja as cinco primeiras posições: Islândia — 1,161Nova Zelândia — 1,343Suíça — 1,363Eslovênia — 1,369Irlanda — 1,371 Quais estão na outra ponta do ranking? Na última posição aparece a Rússia, com pontuação de 3,367. Apesar de ter registrado uma melhora de 0,7% no último ano, o país continuou como o menos pacífico entre os 163 avaliados. Sudão, República Democrática do Congo, Ucrânia e Israel aparecem logo acima. Rússia — 3,367Sudão — 3,195República Democrática do Congo — 3,189Ucrânia — 3,184Israel — 3,124 O relatório também estima em cerca de US$ 190 bilhões, os gastos militares russos previstos para 2025. E onde está o Brasil? O Brasil ocupa a 124ª posição no ranking global, com pontuação de 2,333. Na América do Sul, fica em oitavo lugar entre os 11 países avaliados. O Uruguai lidera a região, seguido por Chile e Paraguai. A Argentina aparece em quarto lugar, enquanto a Colômbia ocupa a última posição entre os países sul-americanos. Ranking da América do Sul Uruguai — 1,754 — 43º no mundoChile — 1,826 — 52º no mundoParaguai — 1,882 — 64º no mundoArgentina — 1,922 — 72º no mundoBolívia — 2,054 — 92º no mundoGuiana — 2,093 — 103º no mundoPeru — 2,120 — 107º no mundoBrasil — 2,333 — 124º no mundoVenezuela — 2,516 — 133º no mundoEquador — 2,539 — 135º no mundoColômbia — 2,735 — 141º no mundo O mundo está mais pacífico ou mais inseguro? A média global de paz caiu 0,7% no último ano, marcando o 12º ano consecutivo de deterioração. Entre os 163 países e territórios avaliados, 99 registraram piora e 62 apresentaram melhora. Desde 2008, 103 países reduziram seus níveis de paz em razão de diferentes conflitos. O cenário também inclui o aumento dos gastos militares, que alcançaram US$ 2,9 trilhões em 2025. O número de conflitos ativos chegou ao maior nível desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, o relatório aponta dificuldades crescentes de instituições multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU e a Organização Mundial do Comércio. Como o ranking é calculado? O Índice Global da Paz reúne 23 indicadores para medir diferentes dimensões da paz em cada país. Entre os critérios estão índices de criminalidade, terrorismo, manifestações violentas, relações com países vizinhos e situação política. Além de estabelecer um ranking global, o levantamento permite observar diferenças regionais e mudanças registradas ao longo do tempo. Quanto menor a pontuação final, maior é o nível de paz atribuído ao país. O relatório também destaca a atuação crescente de países como Brasil, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Essas nações vêm ampliando a influência desses países em áreas como comércio mundial, financiamento do desenvolvimento, apoio militar e diplomático, narrativas culturais e participação nas instituições internacionais.