Primeiro celular dobrável da empresa tem tela de 7,6 polegadas, quase não apresenta vinco, usa o chip A20 Pro e combina recursos de iPhone e iPad 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Apple lança o iPhone Duo, seu primeiro smartphone dobrável. A tela lentamente se apaga ao fechar o aparelho — Foto: Bruno Rosa O GLOBO testou pela primeira vez o iPhone Duo, o primeiro celular dobrável da Apple, dentro da sede da companhia, em Cupertino, na Califórnia. Depois de meses de rumores, o aparelho finalmente chega ao mercado combinando a experiência tradicional do iPhone com elementos que lembram um iPad. O resultado é uma forma diferente de usar o smartphone, principalmente quando ele está aberto: há mais espaço para aplicativos, vídeos, jogos e tarefas simultâneas, sem perder a familiaridade do iOS. O iPhone Duo é fino, leve e tem uma abertura e um fechamento muito suaves. Não há aquele movimento mais brusco de alguns dobráveis quando as duas partes se encontram. A Apple diz que a dobradiça foi desenvolvida com mais de 100 componentes, que trabalham em conjunto para controlar o movimento das telas. Sem vincos Mas é quando a tela interna é aberta que aparece uma das características mais interessantes do Duo. O display de 7,6 polegadas tem acabamento de nano-texture, que deixa a superfície mais fosca e reduz os reflexos. A tecnologia também ajuda a disfarçar a marca da dobra. No primeiro contato, praticamente não é possível perceber o vinco olhando diretamente para a tela. A Apple afirma que a combinação do acabamento nano-texture com adesivos ópticos transparentes permite que as diferentes camadas do display deslizem umas sobre as outras durante a abertura e o fechamento, reduzindo o estresse sobre a tela e a formação do vinco. A empresa, porém, não promete que a marca desaparecerá completamente depois de anos de uso. Na prática, a impressão inicial é bastante diferente da de outros dobráveis. Em modelos convencionais, o vinco costuma ficar evidente assim que o aparelho é aberto, dependendo da iluminação e do ângulo. No Duo, durante o teste, foi necessário procurar pela marca para percebê-la de forma sutil e quase imperceptível. Apple lança o iPhone Duo, seu primeiro smartphone dobrável — Foto: Bruno Rosa Sistema operacional Outra diferença importante está no software. O iOS 27 foi adaptado especificamente para o formato do Duo, e isso aparece na prática. Ao abrir ou fechar o aparelho, os aplicativos se ajustam rapidamente à nova configuração. O usuário pode começar uma atividade na tela externa e continuar na tela maior sem aquela sensação de que está simplesmente trocando de dispositivo. As animações e transições também acompanham o movimento da tela. O mesmo acontece quando o aparelho é girado. Aplicativos e conteúdos se adaptam rapidamente à nova orientação, permitindo maior fluidez em um celular que pode ser usado aberto, fechado, na horizontal ou na vertical. Essa integração entre hardware e software é um dos pontos altos. Multitarefa se distancia de um iPhone tradicional Com a tela aberta, o aparelho também ganha uma característica que faz lembrar mais um tablet do que um smartphone: a possibilidade de trabalhar com diferentes aplicativos ao mesmo tempo. É possível arrastar conteúdos de um lado para o outro da tela e organizar diferentes tarefas. Para quem precisa responder a uma mensagem enquanto consulta uma página ou trabalha com documentos, por exemplo, o espaço adicional faz diferença. É justamente nesse ponto que o Duo parece cumprir a promessa da Apple de aproximar o iPhone da experiência de um iPad. A tela interna é 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max, segundo a companhia. Teclado confortável Um problema comum nos celulares dobráveis é o teclado da tela externa. Como o aparelho fechado costuma ter uma tela mais estreita, digitar mensagens pode ser desconfortável. No Duo, a experiência é melhor. O teclado externo é mais espaçado e permite digitar com menos dificuldade. Parece uma mudança pequena, mas é justamente o tipo de detalhe que pode determinar se o usuário vai querer permanecer com o aparelho fechado ou abrir o celular para praticamente qualquer tarefa. Outra novidade é que, aberto, é possível dividir o teclado em dois para facilitar o uso. Apple lança o iPhone Duo, seu primeiro smartphone dobrável conta com duas câmera traseiras destacadas para tornar o aparelho mais fino — Foto: Bruno Rosa Funções da câmera A câmera também aproveita a capacidade de dobrar o aparelho. Um dos recursos permite que a pessoa fotografada consiga acompanhar a imagem enquanto a outra pessoa segura o celular para fazer a foto. Há ainda modos que usam as duas telas para chamar a atenção de crianças, exibindo elementos visuais e animações no display externo. O sistema fotográfico também aposta em sensores de 48 megapixels e zoom óptico de 2x. É uma boa configuração para um dobrável e aproxima a experiência fotográfica do que a Apple oferece em seus modelos mais avançados, embora o Duo não tenha exatamente o mesmo conjunto de câmeras do 18 Pro e do 18 Pro Max. O Duo também não conta com a abertura variável da câmera principal dos modelos Pro, uma das principais novidades deste ano. Mesmo chip dos modelos Pro Por dentro, o Duo também não é um iPhone de segunda linha. O aparelho utiliza o A20 Pro, o mesmo processador dos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max. Isso significa que o dobrável tem capacidade para lidar com tarefas pesadas, incluindo jogos e recursos de inteligência artificial. Nos primeiros testes realizados em Cupertino, o aparelho respondeu rapidamente às operações, sem apresentar travamentos ou sinais perceptíveis de perda de desempenho. O sistema térmico também segue uma arquitetura avançada, com uma câmara de vapor desenvolvida para dissipar o calor. A Apple afirma que o sistema foi projetado para manter o desempenho elevado mesmo em atividades que exigem bastante do processador. O novo iPhone Duo entra em pré-venda no dia 16 de outubro e estará à venda no dia 23 de outubro, mesmos dias dos EUA. Os preços começam em R$ 21.999 e podem chegar a R$ 30.999, já que a capacidade de memória começa em 256 GB e vai até 2 TB. São duas cores: branco e azul escuro. Futuro Ainda é cedo para saber como a tela e a dobradiça vão se comportar depois de meses ou anos de abertura e fechamento. Esse é um ponto que só um teste prolongado poderá responder. Mas, no primeiro contato em Cupertino, o Duo impressiona principalmente por resolver alguns dos problemas mais evidentes dos dobráveis como a percepção do vinco, a transição entre telas e a adaptação do sistema operacional.
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