0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caça chinês J-10C — Foto: Reprodução: Nikkei Asia A China exportou seu caça J-10C para o Uzbequistão e planeja vendas para Bangladesh, Indonésia e outros países, aproveitando o custo relativamente baixo da aeronave. Pequim tem buscado diversificar os destinos de suas exportações de armas e ampliar o escopo de parcerias militares. O Ministério da Defesa do Uzbequistão publicou imagens nas redes sociais no final de agosto mostrando caças J-10C em voo, cada um ostentando a bandeira nacional. O vídeo descrevia a aeronave como um caça moderno que protege o espaço aéreo do país. O Uzbequistão é o segundo país, depois do Paquistão, a receber exportações do J-10C, segundo o jornal “Global Times”, vinculado ao Partido Comunista Chinês. O vídeo mostrava seis unidades do J-10C, todas aparentemente em serviço operacional. A Reuters noticiou, no fim de agosto, que Bangladesh estava prestes a iniciar negociações formais com a China para a compra de caças J-10C e helicópteros de ataque, citando relatos da mídia de Bangladesh de que o país considerava adquirir até 24 caças. O interesse internacional pelo J-10C aumentou após confrontos militares entre a Índia e o Paquistão em maio de 2025, ocasião em que foi anunciado que caças J-10C operados pelo Paquistão — adquiridos da China — haviam sido empregados em combate e abatido caças Rafale de fabricação francesa operados pela Índia. O J-10C é um caça de quarta geração sem capacidade furtiva (“stealth”) e, de modo geral, era considerado inferior ao Rafale, frequentemente classificado como uma aeronave de geração 4,5. Uma unidade do J-10C custa cerca de US$ 60 milhões — menos da metade do preço de um Rafale —, segundo a mídia chinesa. Após surgirem relatos de que um J-10C havia abatido caças Rafale em combate, um número crescente de países procurou a China para adquirir a aeronave. Até maio de 2025, Egito, Indonésia e Irã, além de Uzbequistão e Bangladesh, haviam manifestado interesse, segundo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A China foi responsável por 5,6% das exportações globais de armas entre 2021 e 2025, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), sendo o Paquistão o destino de 61% das exportações chinesas de armamentos. A China encara as exportações de armas como uma ferramenta de diplomacia militar e busca diversificar sua base de clientes, concentrando-se em economias emergentes que podem ter dificuldades em arcar com os custos de equipamentos de defesa ocidentais, que são mais caros. O Egito e a Argélia demonstraram grande interesse em adquirir a aeronave chinesa de reabastecimento em voo YY-20, conforme noticiado pela mídia chinesa em 2 de setembro. As forças aéreas da China e do Egito realizaram exercícios conjuntos em agosto, nos quais o YY-20 reabasteceu um caça Rafale egípcio em pleno voo. A força aérea chinesa também exibiu aeronaves militares de fabricação nacional — incluindo o YY-20, o caça J-16, a aeronave de alerta aéreo antecipado KJ-500 e o helicóptero Z-20K — em uma feira aeronáutica que começou no Egito na terça-feira. O presidente chinês, Xi Jinping, visitou o Cairo em 2 de setembro e reuniu-se com o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi. Ambos concordaram em fortalecer a cooperação militar. Xi afirmou que a China apoia a "construção de uma nova arquitetura de segurança para o Oriente Médio", incentivando os países da região a reduzir sua dependência militar em relação aos Estados Unidos.