Decisão unânime do TRF2 também mantém prisão preventiva do ex-deputado e determina sua transferência para penitenciária federal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marçal, aliado de TH Joias, foi preso pela Desarme — Foto: Reprodução O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) recebeu, nesta quinta-feira, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e outros quatro acusados de integrar uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. A decisão, tomada por unanimidade pelos seis desembargadores da 1ª Seção, tornou os cinco réus por crimes como corrupção, tráfico de drogas e armas e contrabando. Além de TH Joias, são réus Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu; o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel. O grupo é alvo da Operação Zargun, que investigou um esquema de corrupção e comércio ilegal de armas e drogas. Segundo a denúncia do MPF, a organização mantinha integrantes em cargos públicos e atuava dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e de secretarias estaduais para obter informações policiais e facilitar negócios ilegais. Entre as acusações estão a negociação de munições de uso restrito, a intermediação da venda de drogas e o vazamento de informações de operações policiais. Ainda de acordo com o MPF, o grupo importava clandestinamente bloqueadores de sinal de drones, equipamentos de uso proibido para pessoas físicas e empresas. Os aparelhos seriam utilizados para dificultar o monitoramento das forças de segurança durante operações em comunidades. TH Joias atuava como líder, diz acusação Conforme a acusação, TH Joias liderava a atuação do grupo dentro da Alerj. Assessores do então deputado teriam negociado munições de uso restrito, inclusive material recolhido em apreensões policiais, além de intermediar a venda de drogas e acomodar indicações da facção em seu gabinete. Carracena, que ocupou cargos nas secretarias estaduais da Casa Civil e de Defesa do Consumidor, é acusado de integrar a organização e de vazar informações policiais em troca de vantagens indevidas. Já o delegado Gustavo Stteel é acusado de repassar informações privilegiadas e tentar intervir em favor de integrantes do grupo. Segundo o MPF, entre as contrapartidas estaria a obtenção de cargos públicos para sua companheira. TH Joias responde por organização criminosa majorada, tráfico de drogas, contrabando de equipamentos, corrupção ativa e comércio ilegal de armas de fogo e munições. Os demais acusados também respondem, em diferentes combinações, por crimes relacionados a organização criminosa, tráfico internacional e comércio ilegal de armas, tráfico de drogas, contrabando e corrupção. Processo é desmembrado Agora, o processo foi desmembrado. O núcleo central da organização será julgado pelo próprio tribunal, enquanto outros nove denunciados, entre policiais militares, assessores e intermediários, responderão à ação na primeira instância da Justiça Federal. O TRF2 também manteve a prisão preventiva dos acusados, determinou a transferência de TH Joias para uma penitenciária federal e autorizou o compartilhamento de provas e o uso de bens apreendidos. A ação penal tramita sob o número 5014431-82.2025.4.02.0000.