A operação do Ministério Público de São Paulo contra a logística do furto e roubo de celulares na capital paulista, deflagrada nesta quinta-feira (10), atingiu empresas conhecidas pela revenda de celulares usados. A principal delas foi a Trocafone, portal de vendas online com mais de dez anos de atuação.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) diz que a Trocafone ocupava o "topo na cadeia de comercialização" e era o "nó financeiro central" de toda a rede supostamente criminosa. O modelo da empresa —comprar usados e depois revendê-los— serviria para dar aparência legal aos aparelhos roubados ou furtados de vítimas, conforme a Promotoria.
A empresa afirmou nesta quarta, horas após a operação, que "não apenas repudia a comercialização de aparelhos de origem ilícita como tem total interesse e apoia o combate de tal prática, uma vez que prejudica o mercado de recondicionamento de aparelhos".
O estabelecimento disse que "possui rigorosos procedimentos destinados a impedir que equipamentos com indícios de irregularidade entrem na operação da mesma [empresa], incluindo diversas checagens para identificação de aparelhos com bloqueios (IMEIs) com processos de separação e colaboração com as autoridades".









