Stella Parton explicou a decisão da cantora e afirmou que ela ficaria feliz com as homenagens recebidas após sua morte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Dolly Parton — Foto: Robyn Beck / AFP Duas semanas após sua morte, a partida de Dolly Parton continua causando comoção em todo o mundo. Publicações de despedida nas redes sociais, homenagens de colegas e amigos e tributos durante os jogos do Tennessee Volunteers, time de futebol americano de sua cidade natal, foram algumas das demonstrações do carinho que a estrela da música country conquistou ao longo dos anos. Até o último dia de vida, a cantora teve gestos de amor com a família e os fãs. Um deles foi a decisão de manter sua doença em segredo para evitar que eles se preocupassem e ficassem tristes. Nesta quarta-feira, sua irmã, Stella Parton, explicou os motivos que levaram a artista a enfrentar o diagnóstico de câncer em silêncio. “Bem, Dolly não queria que ninguém soubesse porque não suportava coisas negativas e não queria que seus fãs se preocupassem com isso”, contou em entrevista a Gayle King, no programa CBS Mornings. O silêncio, porém, foi além dos fãs: muitos familiares também não sabiam. “Ela não queria que eles se preocupassem. Alguns de nós sabíamos, os mais próximos, mas nem todos os parentes”, acrescentou a mulher de 77 anos. Após repetir que a intérprete de “9 to 5” “não queria que as pessoas ficassem tristes”, Stella afirmou que a irmã estaria “realmente feliz” com a grande demonstração de carinho do público após sua morte. “Ela ficaria muito feliz e encantada por as pessoas terem demonstrado tanto carinho, porque sabia que isso faria com que nós, sua família, nos sentíssemos melhor. No fim das contas, sua família, a família de Carl (seu falecido marido) e provavelmente a família de Judy (sua melhor amiga) são as pessoas para quem ela gostaria de dizer: ‘Viram? Tudo o que fiz significou algo para vocês. Vocês realmente me amavam’”, imaginou, com um sorriso. A artista virou um ícone inesperado da comunidade LGBTQIAPN+ nos EUA — Foto: AFP Dias antes, Stella havia elogiado a generosidade de Dolly e compartilhado o desejo da irmã de ser uma “influência positiva” para as pessoas. “Usem a vida da minha irmã como exemplo de tolerância e respeito pelos outros. Não se trata dos comentários mais espirituosos, do lixo criado por uma IA falsa nem dos tuítes sarcásticos”, advertiu em uma publicação no Instagram, incentivando o público a seguir os passos da cantora. “Minha irmã era uma das pessoas mais generosas, atenciosas e gentis que conheci. O que o mundo via era exatamente quem ela era, tanto que, recentemente, ela me disse que, se não houvesse esperança para ela, ainda assim permitiria que sua equipe médica testasse medicamentos experimentais na esperança de ajudar outras pessoas no futuro”, revelou. “Dolly amava o mundo e todos que viviam nele. Eu a criticava e reclamava, e ela ria e dizia: ‘Ah, Tedda! Temos coisas mais importantes para fazer do que nos preocupar com essas bobagens’. Ela estava certa e demonstrava isso todos os dias”, concluiu. A morte de Dolly Parton Dolly Parton morreu no último dia 25 de agosto, aos 80 anos. A notícia foi anunciada por seu sobrinho, Bryan Seaver, em um vídeo publicado no Instagram, conforme ela havia pedido à família. “Foi algo que Dolly me pediu anos atrás, antes que eu conseguisse assimilar completamente isso como uma realidade futura”, disse o filho de Cassie Parton. Posteriormente, os representantes da lenda da música explicaram que a morte da cantora de “Jolene” foi consequência de uma “breve luta contra o câncer”, embora o tipo da doença não tenha sido revelado. “Nossa querida Dolly Parton dedicou sua vida e sua carreira a levar alegria, risos, esperança e integridade a tudo o que tocava. Sua generosidade incomparável alcançou a vida de inúmeras pessoas que ela nunca conheceu, mas a quem sempre esteve disposta a ajudar”, dizia o comunicado publicado pela People. “Seja por meio das centenas de milhões de livros doados por sua valiosa Biblioteca da Imaginação ou pelo financiamento de pesquisas que ajudaram a criar uma vacina que salva-vidas e é usada em todo o mundo, o amor incondicional de Dolly por todas as pessoas foi a força que impulsionou seu legado. Após uma corajosa luta contra o câncer, Dolly morreu hoje no Centro de Oncologia Vanderbilt-Ingram, cercada por seus entes queridos”, concluiu o comunicado. Parton, que sofria de problemas renais e doenças autoimunes, havia sido internada no Centro de Oncologia Vanderbilt-Ingram, em Nashville, na sexta-feira, 21 de agosto. Ela morreu quatro dias depois.