Decisão impõe revés a Trump e às chances do seu partido de manter estreita maioria na Câmara dos Deputados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Redesenho dos distritos eleitorais no Missouri eliminava distrito democrata em meio a esforço de Trump para favorecer republicanos — Foto: Eric Lee/Bloomberg A Suprema Corte dos Estados Unidos impediu o Missouri nesta quinta-feira de usar nas eleições legislativas de novembro um novo mapa de distritos eleitorais que favorece os republicanos. A decisão impôs um revés ao presidente Donald Trump e às chances do partido de manter sua estreita maioria na Câmara dos Deputados. Os juízes aceitaram um pedido de emergência dos contestadores do mapa para suspender a decisão de um juiz federal que havia determinado que apenas os limites redesenhados poderiam ser usados nas eleições de 3 de novembro. A breve decisão da Corte não foi assinada nem apresentou justificativa, como é comum quando os magistrados analisam questões de emergência. Nenhum juiz manifestou publicamente discordância da decisão. Os contestadores, entre eles um grupo contrário ao mapa elaborado pelos republicanos chamado People Not Politicians, recorreram rapidamente à Suprema Corte depois que Stephen Clark, juiz-chefe do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, de St. Louis, Missouri, proferiu sua decisão na terça-feira. A decisão de Clark ocorreu pouco depois de a Suprema Corte ter se recusado a intervir em uma iniciativa separada de autoridades do Missouri para restabelecer o mapa redesenhado, que a mais alta corte do Estado havia bloqueado até que fosse submetido a referendo. A decisão do juiz pareceu entrar em conflito com a decisão unânime de 3 de setembro da Suprema Corte do Missouri que bloqueou o mapa, deixando indefinidos os distritos eleitorais do Estado para a Câmara e aumentando ainda mais a confusão em torno da disputa eleitoral de alto risco. Os republicanos do Missouri aprovaram o novo mapa, que eliminou o distrito de Kansas City ocupado há anos pelo deputado democrata Emanuel Cleaver, em 2025, como parte de um esforço mais amplo apoiado pelo presidente Trump para redesenhar distritos eleitorais de maneiras que pudessem beneficiar candidatos republicanos. A bancada republicana tem uma estreita maioria de 219 cadeiras na Câmara, incluindo um deputado independente alinhado ao partido, contra 214 dos democratas.