O promotor de Justiça Luiz Fernando Bugiga Rebellato, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), afirmou que presos detidos recentemente e réus sob acusação de furto e roubo de celulares contribuíram para a megaoperação contra a logística do crime deflagrada nesta quinta-feira (10).

A ação cumpre 84 mandados de busca e apreensão e outros sete de prisão temporária em São Paulo e no estado de Goiás. A Justiça também autorizou o sequestro e bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores.

"Não é uma delação propriamente dita nem um acordo com o Ministério Público. Eles se dispuseram a contribuir e nos ajudaram a esclarecer essa dinâmica na região central, desde o momento da subtração do aparelho", disse o promotor.

Os colaboradores, segundo ele, "apontaram como é feita a subtração, para quem o aparelho é entregue e quais os principais agentes que podem desbloqueá-los". Também identificaram "os estabelecimentos comerciais que recebem e receptam esses aparelhos ilícitos".

Em troca, afirma, "eles postularam apenas medidas como progressão de regime no tempo adequado, que já é um direito deles, e a proximidade deles da residência, que também já é um direito consagrado".